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Autores: Luiz Pinto Medeiros; Raimundo Nonato Girão; Eneide Santiago Girão; José Carlos Machado Pimentel. “Caprinos – princípios básicos para sua exploração”. Teresina: Embrapa CPAMN. Brasília: Embrapa SPI, 1994. 177 p. ISBN 85-85007-29-X.


Quando se pretende introduzir uma raça em uma determinada região, é necessário o conhecimento das condições do habitat natural da mesma e selecionar aquela que mais se adapte ao meio no qual será criada.

Os caprinos acostumados a fazerem longas camin hadas a procura de alimentos como os tipos étnicos Moxotó, Repartida, Marota, Canindé, Gurguéia e Sem Raça definida (SRD), se adaptam mellhor ao sitema de criação extensivo.


Moxotó

Das raças brasileiras, a Moxotó é a única reconhecida oficialmente, e com livro de registro genealógico. É rústica e bastante prolífica, com aproximadamente 40% de partos múltiplos. Sua pelagem é baia ou ligeiramente mais clara, com uma lista negra partindo da borda superiro do pescoço até a base da cauda. Uma outra lista circulando as cavidades orbitais descendo lateralmente até a ponta do focinho (Foto 1).

É uma raça de pequeno porte, pouco produtora de leite, mas boa produtora de carne e excelente produtora de pele. Tem pleos curtos, lisos e birlhantes. Com altura para macho e para fêmea variando entre 50 e 70 centímetros (cm) e com peso médio ao nascer variando de 2,00 a 2,30 quilos (Kg) e, para adultos, o peso está em torno de 34 quilos (Kg). Cabeça de tamanho médio e perfil reto, chanfro levemente cavado, chifres fortes, retilíneos, dirigidos para cima e para trás, orelhas bem implantadas, pequenas e eretas. Pescoço curto, forte, bem implantado e erguido, com ou sem brincos. Corpo musculoso, profundo e de comprimento médio; membros curtos, fortes e bem apumados. Abaixo dos joelhos e jarretes são de uma coloração escura, o mesmo ocorrendo com o ventre, mucosa, úbere e unhas; garupa curta, larga e bem inclinada; úbere pequeno, bem inserido, e com tetas bem conformadas.

A produção de leite é em torno de meio litro por cabra por dia (0,5L/cabra/dia), durante um período de lactação médio, de aproximadamente quatro meses.

Esta raça encontra-se dispersa nos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará, Piauí e Bahia. Nos últimos anos vem desaparecendo gradativamente em decorrência dos cruzamentos não orientados e da falta de um programa de preservação desse germoplasma.

Foto 1: Indivíduo da raça Moxotó

Indivíduo da raça Moxotó

Fonte:http://www.insa.gov.br/index.php/content/view/48.html

 

Marota

A raça de caprinos Marota é nativa da região Nordeste do Brasil. Originou-se através de um processo de selção natural dos ecotipos de caprinos intorduzidos pelos portugueses, na época da colonização. Trata-se de um tipo étnico, pouco produtor de leite, formado sob condições desfavoráveis, cuja rusticidade e adaptação lhe proporciona a capacidade de sobreviver e produzir em ambinete pouco favorável.

O caprino da raça Marota é de pelagem branca, de pequeno porte, apresenta cabeça ligeiramente grande e vigorosa, chifres desenvolvidos, divergentes desde a base, voltados levemente para trás e para fora, pontas reviradas quase sempre para frente, orelhas pequenas terminando em ponta arredondada, forma alargada com ocorrência de pequenas manchas escuras; pescoço delgado; tronco ligeiramente alongado, linha do dorso lombar reta, garupa inclinada; tórax e abdômen amplos; membros alongados, fortes e aprumados; pele e mucosas claras apresentando pigmentação na cauda e face interna das orelhas; pelos curtos e presença de baraba; úbere de desenvolvimento regular (Foto 2).

Apesar de conhecer a importânica e a necessidade da preservação e da seleção das raças nativas de caprinos, formadas no Nordeste, a raça Marota, como as demais, acah-se em processo de extinção. Isto se deve, principalmente, ao sistema extensivo de exploração ainda exixtente na região que permite a ocorrência de cruzamentos não controlados das raças nativas, entre si, e destas com as diversas raças exóticas introduziodas mais recentemente, dando origem a animais sem raça definida (SRD), que constituem o principal rebanho de caprinos da região Nordeste.


Foto 2: Indivíduos da raça Marota

Raça Marota

Fonte: http://www.asccoper.com.br/exibe.jsp?id=105&tipo=Racas

 

Canindé

A raça do tipo de caprino Canindé é nativa do estado do Piauí. Originou-se dos caprinos trazidos pelos portugueses, na época da colonização. Trat-se de um tipo étnico, com produção de leite superior à registrada nos demais caprinos nacionais. São caprinos de grande rusticidade, alta prolificidade e apresentam características fenotípicas bem definidas.

Os caprinos Canindé apresentam cabeça de tamanho médio, chifres dirigidos para trás, orelhas pequenas a médias; pescoço delgadoe bem implantado; linha dorso lombar reta, garupa curta e inclinada, membros delicados, pelos curtos e brilhantes, pelagem preta com barriga, pernas e região ao redor dos olhos avermelhados ou esbranquiçados (Foto 3).

Esses caprinos como so demais tipos étnicos estão sendo utilizados em cruzamentos com reprodutores de raças exóticas, com características fenotípicas semelhantes, visando a obtenção de cabras de maior produção de leite, com uniformidade de pelagem e que apresentem condições de melhor adaptação ao meio.


Foto 3: Indivíduos da raça Canindé

raça canindé

Fonte: http://www.asccoper.com.br/exibe.jsp?id=104&tipo=Racas

 

 

Repartida

A raça de caprino repartida é nativa da região Nordeste. Como as outras raças nativas, originou-se de um processo de selção natural dos ecotipos de caprinos trazidos pelos portugueses, na época da colonização. É uma raça de pequeno porte, pouco produtora de leite, boa produtora de carne e pele, e de grande rusticidade.

O caprino da raça Repartida apresenta cabeça de tamanho médio a grande, chifres grandes, dirigidos para trás e para os lados, orelhas varinado de pequenas a médias, pescoço delgado com boa inserção no tórax, corpo alongado, linha dorso lombar reta, garupa ligeiramente inclinada, membros fortes e bem aprumados, pelos curtos, pelagem preta na parte anterior do corpo e castanha calara ou escura na parte posterior. Altura em torno de 80 centímetros (cm) e peso médio de 36 quilos (Kg) para cabras adultas (Foto 4).

Esta raça encontra-se dispersa nos estados do Nordeste, mas vem desaparecendo gradativamente em decorrência dos cruzamentos indesejáveis e da falta de um programa de preservação desse germoplasma.


Foto 4: Indivíduo da raça Repartida

raça repartida

Fonte: http://www.asccoper.com.br/exibe.jsp?id=115&tipo=Racas

 

Gurguéia

A raça do tipo de caprinos Gurguéia é nativa do Nordeste brasileiro, tendo com possível berço de formação a região do Vale do Gurguéia, no estado do Piauí. Provavelmente esse tipó étnico seja descendente dos caprinos do tronco alpino, introduzidos no Brasil na época da colonização.

Apesar de não dispor de descirção oficial sobre os padrões raciais dos caprinos Gurguéia, eles apresentam características fenotípicas bem definidas (Foto 5), que se assemelham às raças Pardas Alpinas. A formação desse tipo se deu através de uma processo de seleção natural ao longo dos anos em condições ambientais adversas, dando origem a animais de grande rusticidade e adaptabilidade, porém de pequeno porte e de baixo potencial leiteiro. Sua pelagem é castanha com lista preta no dorso, ventre e membros.

Atualmente o ecotipo nativo Guerguéia vem sendo utilizado em cruzamentos com reprodutores de raças exóticas com características fenotípicas semelhantes, visando a obtenção de animais de maior produção leiteira, com uniformidade de pelagem e que apresentem condições de melhor adaptação ao meio semi-árido.

As cabras apresentam um bom desempenho reprodutivo cujos índices têm atingido: 98,33% de parição. 170,27% de prolificidade e 71% de partso múltiplos.

Com referência ao potencial leiteiro, Medeiros et al. 1988 registraram uma produção média diária de 0,390 litors por cabra por dia (L/cabra/dia), no período de 72 horas pós-parto até o final da lactação.

Esses animais acham-se me processo de extinção, devido principalmente, a afalta de uma programa de preservação e a ocorrência de cruzamentos não controlados com as raças nativas e/ou exóticas existentes na região.


Foto 5: Indivíduo da raça Gurguéia

raça gurguéia

 

Fonte: http://www.asccoper.com.br/exibe.jsp?id=114&tipo=Racas

 

 

 

 

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