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Escarificador

Autor(es): Paulo Roberto Galerani ; Julio Cezar Franchini ; Odilon Ferreira Saraiva

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Depois do SPD, o preparo com escarificador (Fig. 7) é o que deixa maior quantidade de restos de cultivo sobre a superfície do solo devido aos resíduos serem semi-incorporados. Os implementos de hastes provocam menor desagregação e compactação no solo e maior preservação da matéria orgânica em comparação ao arado de disco e a grade pesada. Nos escarificadores ou subsoladores, as hastes se aprofundam no solo devido à sua conformação inclinada. Durante o trajeto de preparo, atuam comprimindo o solo para frente e para cima, promovendo ruptura das estrutura do solo à frente e ao lado da haste. O ângulo de inclinação e a largura das hastes determinam o esforço de tração e o grau de mobilização do solo. Com o uso do implemento de haste, o desadensamento será mais efetivo se o solo estiver com umidade friável tendendo a seco e se a distância entre as hastes for de 1,0 a 1,3 vezes a profundidade de trabalho.

 

Aspecto do trabalho realizado pelo escarificador.
Fig. 7. Aspecto do trabalho realizado pelo escarificador. 

 

Os escarificadores não são efetivos no controle de plantas daninhas e seu uso continuo por vários anos tende a concentrar os nutrientes nos horizontes superficiais do solo. Os custos de produção serão menores e o solo melhor preservado se o uso de grade niveladora, após a escarificação, puder ser evitado. Alguns tipos de escarificadores possuem formato de hastes que permite que a camada compactada seja rompida sem afetar muito o nivelamento do terreno. Essa condição possibilita que a maioria dos restos de culturas permaneçam na superfície e, posteriormente, que a semeadura seja realizada sem o nivelamento. Normalmente essa pratica é mais efetiva quando a operação de descompactação é realizada após a colheita da soja e antes da semeadura do trigo ou da aveia, ou de outra espécie que apresente rusticidade para germinar. Esta seqüência é importante: a) a cultura da soja produz uma quantidade relativamente pequena de restos de cultivo, que são de rápida decomposição. Quando bem fragmentados e distribuídos sobre o terreno, permite que a operação de descompactação do solo seja feita com o mínimo de embuchamento do implemento; b) a maior rusticidade das culturas de trigo e de aveia garantem germinação satisfatória e um bom estabelecimento  da lavoura, mesmo em terreno com pequenos problemas de nivelamento; e c) recomenda-se esperar uma ou duas chuvas, para que o solo assente, para depois realizar a semeadura com baixa velocidade.

Informações complementares:

 

TORRES, E.; SARAIVA, O.F. Camada de impedimento mecânico do solo em sistemas agrícolas com a soja. Londrina: EMBRAPA-CNPSo, 1999, 57p. (EMBRAPA- CONSo. Circular Técnica,23).

 

TORRES, E.; SARAIVA, O F.; GALERANI, P.R. Manejo do solo para a cultura da soja. Londrina: EMBRPA-CNPSo, 1993. 71p. (EMBRAPA-CNPSo). Circular técnica, 12).

 

TECNOLOGIAS de produção de soja; região central do Brasil 2008. Londrina: Embrapa Soja: Embrapa Cerrados: Embrapa Agropecuária Oeste, 2007. 220p. (Embrapa Soja. Sistemas de Produção, 12)  No prelo.

 

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