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Precipitação e evaporação

Autor(es): Magna Soelma Beserra de Moura

O regime de chuvas é marcado pela escassez, acentuada irregularidade espaço-temporal e longos períodos de estiagem, onde a maior parte da precipitação, geralmente, ocorre em três meses, com média anual inferior a 800 mm (Figura 1). Essas características resultam na ocorrência frequente de dias sem chuvas, ou seja, veranicos, e, consequentemente, em eventos de seca. A acentuada variabilidade da pluviometria em um mesmo ano na Região Nordeste está associada a variações de padrões de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) sobre os oceanos tropicais, os quais afetam a posição e a intensidade da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) sobre o Oceano Atlântico, assim como às anomalias de temperatura observadas no Oceano Pacífico, que resultam em anos com La Niña e/ou El Niño.


A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) é um dos mais importantes sistemas meteorológicos atuando nos trópicos, que tem grande influência nas precipitações do setor Norte do Nordeste do Brasil.


Na Figura 1 observa-se a grande variabilidade nos totais anuais de chuva nas áreas de ocorrência da Caatinga: há registros de precipitação superior a 1.000mm no litoral Leste e inferior a 500mm no interior da região. Percebe-se também uma variação do litoral para o interior, com redução nos totais anuais de chuva nessa direção. Contudo, podem ser observados valores próximos a 1.500mm no interior do Semiárido, sendo que estas áreas coincidem com microclimas específicos, resultantes da presença de serras e montanhas (Figura 1).


A elevada disponibilidade de radiação solar, associada à irregularidade do regime pluviométrico, contribui para o aumento das taxas de evaporação, as quais variam de 1000 a 2000 mm ano-1; e podem chegar a 3000 mm ano-1 em algumas regiões no interior do Nordeste. As altas taxas de evaporação, que ocorrem no Semiárido brasileiro, tanto em superfícies livres de água (açudes, represas, etc.) como no solo, representam uma perda significativa na disponibilidade hídrica de uma região para o crescimento e o desenvolvimento das espécies, o que, ao longo dos séculos, pode resultar em seleção e adaptação daquelas mais resistentes à falta de água. As informações sobre precipitação e evaporação podem ser estudadas com fins de conhecer o extrato do balanço hídrico climatológico, que informa sobre os locais onde há maior ou menor excesso de água ou déficit hídrico.

 
  

 Figura 1. Precipitação média anual do Nordeste e Semiárido brasileiro.
 Fonte de dados: SUDENE, DCA/UFCG


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