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Formigas cortadeiras

Autor(es):  Flávia Rabelo Barbosa

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As formigas cortadeiras (Atta sexdens, Atta laevigata e Acromyrmex spp.) podem causar severas desfolhas em mudas, ainda nos viveiros e em pomares em formação. Quando não controladas, após a transferência das mudas para o campo, retardam o desenvolvimento e podem causar até morte de plantas.

Fig. 1. Danos de saúva em mangueira. Foto: Diniz da C. Alves.

Nos pomares de manga, é mais comum a ocorrência das espécies Atta sexdens e A. laevigata, conhecidas vulgarmente como saúva limão e saúva cabeça-de-vidro, respectivamente. Dentre as quenquéns, são várias as espécies que podem causar danos à mangueira, em especial Acromyrmex coronatus, A. crassispinus, A. laticeps, A. rugosus e A. subterraneus. Apesar de construírem ninhos mais superficiais e menos populosos, não são menos importantes que as saúvas, principalmente pela dificuldade de localização dos ninhos para a execução das medidas de controle.

O controle das formigas deve ser anterior ao plantio das mudas, sendo recomendada uma vistoria na área a ser cultivada, com o objetivo de localizar os olheiros.

Controle Cultural

  • Movimentação do solo, nos locais dos formigueiros, principalmente no caso das quenquéns, pois seus formigueiros são bastante superficiais.
  • Revestimento do caule com um cone de proteção (confeccionado com plástico ou câmara de ar), a 30 cm do solo, com a parte mais larga voltada para baixo, tem dado resultados excelentes por impedir a subida das formigas.
  • Uso de garrafas de plástico (refrigerantes) para proteger plantas jovens e mudas recém-plantadas.
  • Cultivo, próximo ao pomar, de plantas repelentes, como: batata-doce, gergelim, rim de boi e algumas euforbiáceas.

Controle Biológico
Os predadores naturais das saúvas são: aves, sapos, rãs, tatus, tamanduás, lagartos, lagartixas, besouros dos gêneros Canthon e Taeniolobus, formigas dos gêneros Solenopsis, Paratrechina e Nomamyrmex, além de mosca da família Phoridae.

Controle Químico
O controle químico é instrumento importante e, muitas vezes, imprescindível no controle das formigas cortadeiras. As técnicas mais comuns de controle empregadas são as iscas tóxicas e a termonebulização, por apresentarem boa eficiência de controle. Contudo, existem vários produtos disponíveis no mercado, como: pós-secos, líquidos, gases. As iscas (fipronil, sulfluramid, clorpirifós e outras) à base de bagaço de laranjas, óleos essenciais e cobre atuam por ingestão e são de ação retardada, características essenciais para garantir a dinâmica de contaminação da colônia. Devem ser colocadas próximos às bocas dos formigueiros e junto dos carreiros. É o método de controle mais comum e eficiente; contudo, para emprega-lo, é fundamental que o solo esteja seco.


Informações Complementares:

Adicionar à Pasta Pragas Durante o seu desenvolvimento, a mangueira (Mangifera indica L.) é atacada por diversas pragas, que provocam diferentes tipos de danos. Em 1998 foram registradas 260 espécies de insetos e acáros, como pragas de maior ou menor importância. Dentre estas, há pragas chave, secundárias e ocasionais ou esporádicas. A classifciação de pragas chave, secundárias pode variar, dependendo da região. Mais Detalhes

Adicionar à Pasta Manejo integrado de pragas da mangueira Pragas-chave na cultura da mangueira; Pragas secundárias da mangueira; Pragas da inflorescência e de frutos; Pragas de folhas e de brotações; Pragas de troncos e de ramos; Amostragem, nível de ação e controle de pragas da mangueira. Mais Detalhes
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