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Prensagem em pequena escala

Autor(es): Rosemar Antoniassi

A extração por prensagem é um processo muito utilizado atualmente para extração em pequena escala, para atender demandas locais de cooperativas, pequenas produções etc.

As sementes ou amêndoas que apresentam de 30 a 50% de óleo, podem ser submetidas à extração de óleo em prensas contínuas, chamadas de "expeller", ou em prensas hidráulicas (processo descontínuo). Esse processo pode ser utilizado para amendoim, girassol, gergelim, canola ou colza, mamona, babaçu, castanha-do-pará, amêndoas em geral, ou seja, para materiais que apresentem baixa umidade (abaixo de 10%) e presença de material fibroso.

As prensas contínuas são dotadas de uma rosca ou parafuso sem fim que esmaga o material, liberando o óleo. As prensas hidráulicas (prensagem descontínua) apresentam um cilindro perfurado onde se desloca um êmbolo que faz pressão na matéria-prima (que fica dentro de um saco de pano ou lona).

Existem no mercado brasileiro prensas contínuas de capacidade de 40 a 200 kg/hora de matéria-prima. Esses equipamentos apresentam diferente eficiência de extração dependendo do material a ser extraído e de seu desenho ou características de construção.

Nesse processo, ocorre muito atrito interno que eleva a temperatura do material e do óleo e assim, o termo “prensagem à frio” não se aplica ou é muito difícil de ser atingido nestas condições. Mesmo que não se aqueça antes de prensar, o calor gerado é suficiente para aumentar a temperatura do equipamento, da torta parcialmente desengordurada e do óleo.

Na prensagem, a extração de óleo não é completa e a torta obtida pode apresentar um alto teor de óleo residual, o que não será adequado para algumas rações e poderá promover a rancificação do material, se armazenado por longo tempo. Nesse caso, se a matéria-prima contém 50% de óleo, ao prensar 100 kg de material não se obterá 50 kg de óleo mas uma quantidade menor de óleo e uma torta parcialmente desengordurada. A eficiência de extração depende do equipamento, das condições do processo e da matéria-prima. Assim, a prensagem de materiais com baixo teor de óleo, pode não ser viável do ponto de vista econômico. Por outro lado, óleos com alto valor agregado, para uso em cosméticos por exemplo, podem viabilizar o processo de extração de óleo por prensagem, nesta escala.

Quanto à qualidade da matéria-prima, grãos quebrados e armazenados com umidade inadequada gerarão óleo de baixa qualidade, de baixa estabilidade e com acidez elevada. Sementes que sofreram ataque de inseto e sementes contaminadas por fungos não deverão ser empregadas para este fim, porque poderão comprometer inclusive a qualidade da torta para ração animal.

Recomenda-se que material que apresente fungos não seja utilizado para extração de óleo, pois estes micro-organismos podem produzir micotoxinas que serão transferidas também para o óleo, o qual será consumido diretamente sem refino. A torta parcialmente desengordurada que restará da extração será provavelmente utilizada como ração e as micotoxinas causam câncer de fígado em animais e nos seres humanos.

Antes da extração, é necessário realizar um tratamento térmico para inativação enzimática, para condicionar a umidade antes da extração e desnaturar proteína para liberar o óleo. Para algumas matérias-primas a prensagem pode ser realizada diretamente, para isso pode-se contar com a experiência das empresas que fabricam estes equipamentos. Existem alguns equipamentos para esse processo de tratamento térmico e filtros prensa para filtração de óleo que apresenta muitos sedimentos.

O óleo obtido por prensagem é óleo bruto e dependendo da matéria-prima utilizada pode ser escuro e apresentar sedimentos. Os óleos brutos apresentam acidez ou ácidos graxos livres que podem fazer muita "fumaça", e como esses óleos não são refinados formam um precipitado escuro sob aquecimento. O sabor não será o mesmo dos óleos refinados e todos esses fatores podem levar a rejeição do produto.

O óleo bruto em geral, apresenta características próprias, mas distintas dos óleos refinados e pode enfrentar dificuldades de inserção no mercado. Assim, recomenda-se que se avalie o mercado potencial tanto para o óleo, quanto para a torta parcialmente desengordurada. Sugere-se que antes da aquisição de uma prensa, se avalie junto ao fornecedor o desempenho do equipamento com a matéria-prima de interesse.


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