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Monitoramento da lavoura

Existem vários métodos de amostragem que podem ser utilizados no monitoramento dos insetos e seus danos na cultura da soja, tais como, pano-de-batida, exame de plantas e exame de amostras de solo. Existem ainda outros métodos que estão sendo estudados como o uso de armadilhas atrativas (feromônios, urina bovina, iscas etc), entretanto, de uso na prática ainda dependente de novas pesquisas que viabilizem sua utilização pelo sojicultor.


Sendo assim, o método de amostragem mais utilizado para  o monitoramento das lagartas desfolhadoras, dos percevejos sugadores de sementes e insetos de um modo geral, inclusive alguns inimigos naturais presentes na cultura da soja, é o  pano-de-batida.

Esse pano deve ser preferencialmente de cor branca, preso em duas varas, com 1 m de comprimento, o qual deve ser estendido entre duas fileiras de soja. Na época crítica para as pragas (de preferência semanalmente) uma fileira de plantas da área compreendida pelo pano deve ser sacudida vigorosamente sobre o mesmo (Figura 1). Os insetos (adultos e formas jovens) que caírem sobre o pano devem ser contados e anotados numa ficha de amostragem que podem ser elaboradas de várias maneiras (Figura 2). Esse procedimento deve ser repetido em vários pontos da lavoura.

O exame de plantas, principalmente das hastes, dos pecíolos, dos ponteiros e das vagens, complementa a amostragem com o pano-de-batida. Essa análise de plantas é especialmente importante em lavouras com histórico da ocorrência de pragas como S. subsignatus, C. aporema, M. testulalis e lagartas que atacam as vagens da soja como o complexo Spodoptera, pois os níveis de ação para o seu controle são baseados no número de insetos encontrados ou na porcentagem de danos dessas pragas nas diversas partes da planta.

A amostragem de solo, preferencialmente nas linhas de soja, deve ser utilizada em áreas com histórico de pragas de raiz (corós e percevejo-castanho-da-raiz) e S. subsignatus e devem ser realizadas antes do plantio da soja, visto que medidas de controle depois da cultura instalada são pouco eficientes. Além da contagem dos insetos presentes na amostra de solo, deve-se anotar o estádio/ tamanho do inseto e a profundidade em que estão localizados. Para essas pragas sugere-se  examinar amostras de solo de 50cm de comprimento por 20cm de largura e 20-30cm de profundidade. Independentemente do método adotado, para que se possa avaliar a infestação das pragas na lavoura, sugere-se que o número de insetos seja anotado em cada ponto de amostragem, para posterior cálculo da média da lavoura. Quanto maior o número de amostragens realizadas na área, maior a segurança de uma previsão correta da infestação de insetos na lavoura, sendo assim, recomenda-se, no mínimo, seis amostragens para lavouras de até 10 ha, ou oito para lavouras de até 30 ha e 10 para lavouras de até 100ha. Para propriedades maiores recomenda-se a divisão por talhões de 100 ha.

 

Pano de batida

 Figura 1. Uso do pano de batida para amostragem de pragas na soja

Fotos: Adeney Bueno
 
 
Ficha de monitoramento
Figura 2 - Ficha de Monitoramento dos inimigos naturais na cultura da Soja
Adaptado de: CORRÊA-FERREIRA, B.S. Monitoramento de pragas na cultura da soja. Londrina: Embrapa Soja, s.d. 1 folder.
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