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Enxertia

Autor(es): José Francisco Martins Pereira

Enxertia de gema ativa

Esta é a mais usada no Sul do Brasil para se enxertarem pessegueiro e ameixeira. Utiliza borbulha ou gema única e possibilita a produção da muda em apenas um ciclo vegetativo. Normalmente, é realizada em novembro-dezembro em porta-enxertos com diâmetro de cerca de 10 mm.

A enxertia nessa época, aliada aos demais cuidados que se devem dispensar ao viveiro (irrigação, adubação, capina, etc.), normalmente, possibilita a produção de mudas dentro dos padrões estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para plantio já no inverno seguinte.

O primeiro passo para a operação de enxertia é a obtenção das borbulhas ou gemas. Devem-se retirar os ramos do ano, mais vigorosos, de plantas matrizes corretamente identificadas e sadias que tenham sido podadas drasticamente para produzirem maior volume vegetativo.

Colhem-se os ramos, de preferência, no mesmo dia em que as gemas serão enxertadas. Removem-se, imediatamente, suas folhas, cortando-se o pecíolo, com o auxilio de uma tesoura, na base do limbo. Os ramos sem folhas devem ser mantidos à sombra, com a base (cerca de 5cm) imersa em água. Caso seja necessário conservarem-se os ramos por vários dias, recomenda-se envolvê-los em papel ou pano úmido e depositá-los em câmara fria a cerca de 5°C.

Com antecedência (20 a 30 dias), os porta-enxertos devem ser podados, removendo-se todos os ramos laterais até 30cm do solo. Para esse tipo de enxertia, o enxertador faz, no porta-enxerto, um corte em forma de “T”, invertido ou não, a 20cm do solo, soltando, parcialmente, a casca com a lâmina do canivete de enxertia.

Em seguida, retira a borbulha da cultivar a ser enxertada. Para tanto, com o canivete, corta a porção do ramo que contém a borbulha, de cima para baixo, aprofundando o corte até atingir parte do lenho. Abaixo da gema, faz um corte transversal ao ramo até o lenho, e retira a borbulha sem o lenho.

A borbulha é, então, introduzida no “T” previamente feito no porta-enxerto. O excesso da casca que veio com a borbulha deve ser retirado, de forma que a extremidade da casca coincida com o traço horizontal do “T”. O enxerto é, então, amarrado com plástico (n° 10), deixando a borbulha livre.

Depois, quebra-se o porta-enxerto para o lado oposto ao enxerto, a cerca de 10cm acima do ponto de enxertia. Essa quebra vai induzir a brotação das gemas do porta-enxerto, inclusive da gema enxertada. Após 15 dias, corta-se o porta-enxerto no local onde foi efetuada a quebra. Deve-se fazer a remoção gradativa das brotações do porta-enxerto, eliminando-se as maiores, até que o broto oriundo da borbulha enxertada alcance cerca de 15cm, quando são retirados todos os restantes.

Cerca de um mês após a enxertia, efetua-se a remoção definitiva da parte que ficou acima do enxerto através de um corte em bisel. Nessa ocasião, retira-se o atilho plástico e eliminam-se outras brotações que tenham surgido além do enxerto.


Enxertia de gema dormente

A enxertia de gema dormente é feita no fim do verão ou começo do inverno, e a borbulha enxertada permanece dormente, brotando, somente, após o inverno. A maneira de enxertar é semelhante à descrita anteriormente, diferindo apenas em dois aspectos: a borbulha é enxertada com parte do lenho, e não se quebra o porta-enxerto acima do ponto de enxertia.

O corte em bisel para remoção da copa do porta-enxerto é efetuado depois do inverno seguinte à enxertia. Após o corte, fazem-se o esladroamento necessário e a remoção do atilho. Nesse processo de enxertia, são necessários dois ciclos vegetativos para se obter a muda.



Enxertia de garfagem

Esta enxertia é conhecida por enxertia de inverno, o que identifica a estação durante a qual ela é realizada. É menos usada que as descritas anteriormente, embora se tenham ótimos índices de “pegamento” e mudas de excelente desenvolvimento.

O tipo de garfagem mais usual é o de “dupla fenda” ou “fenda inglesa”. Nessa forma de enxertia, o ideal é selecionar-se o enxerto (garfo) com diâmetro o mais próximo possível ao do porta-enxerto, tendo-se o cuidado de se deixar um dos lados com coincidência perfeita entre as cascas das porções enxertadas. Esta técnica é recomendada em situações em que não seja possível a enxertia em novembro/dezembro.

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