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ÁRVORE DO CONHECIMENTO Feijão      Equipe editorial Ajuda

Doenças viróticas

Autor(es): Adriane Wendland

Vírus do mosaico comum do feijoeiro

O mosaico comum do feijoeiro foi uma doença amplamente disseminada em todas as regiões produtoras desta leguminosa; porém, sua importância tem diminuído como consequência do uso de cultivares resistentes.

Os sintomas produzidos por este vírus podem ser divididos em três classes: mosaico, necrose sistêmica ou lesões locais, dependendo da cultivar, estirpe do vírus e das condições ambientais. Os sintomas em forma de mosaico são, sem dúvida, os mais frequentes em nossas condições, manifestando-se, em cultivares infectadas sistematicamente, sob a forma de moteado verde-claro/verde-escuro (Figura 1), na maioria das vezes apresentando rugosidades, empolamento e/ou enrolamento das folhas.


Fotos: Adriane Wendland
 
 Figura 1. Sintomas de infestação pelo vírus do mosaico comun.

 

Estas folhas, frequentemente, são menores que as folhas sadias. Os folíolos das plantas podem apresentar-se com formato mais alongado que o das plantas normais. As plantas infectadas apresentam crescimento reduzido e às vezes atrofiamento com deformações nas vagens e botões florais. As vagens podem, ainda, apresentar manchas de coloração verde-escura (Figura 2).

Foto: Adriane Wendland
 
Figura 2. Sintoma das vagens.




O sintoma conhecido como necrose sistêmica manifesta-se inicialmente nas folhas ou no meristema apical da planta. As folhas novas murcham, tornando-se de cor verde-opaca, e em pouco tempo enegrecem. Pode-se, também, observar uma necrose vascular de coloração café-avermelhada a negra, nas raízes, nas folhas, nos talos e nas vagens. As lesões locais podem ser identificadas como manchas necróticas de cor avermelhada a café escura. 

O vírus do mosaico comum pode ser transmitido, mecanicamente, por afídios ou, internamente, pela semente.

O controle pode ser conseguido utilizando-se sementes de boa qualidade, controlando-se o inseto vetor com inseticidas e, principalmente, por meio do uso de cultivares resistentes.

 

Vírus do mosaico dourado do feijoeiro

O mosaico dourado é, sem dúvida, uma das principais doenças do feijoeiro comum, tendo sido constatada em vários Estados brasileiros. Economicamente é importante no Sul de Goiás, em parte do Triângulo Mineiro, em algumas regiões de São Paulo, no Norte do Paraná e no Mato Grosso do Sul. As perdas na produção, ocasionadas por esta enfermidade, podem ser totais; entretanto, dependem da idade da planta no momento da inoculação, do grau de tolerância da cultivar e, possivelmente, da estirpe do vírus.

Os sintomas tornam-se evidentes quando as plantas apresentam de duas a quatro folhas trifolioladas (Figura 3) manifestando-se por um amarelecimento intenso da lâmina foliar, delimitado pela coloração verde das nervuras, dando um aspecto de mosaico. Em cultivares suscetíveis, as folhas novas apresentam-se fortemente deformadas e, se a infecção ocorrer no estádio de plântula, pode produzir uma forte redução dos internódios e, consequentemente, da planta. As vagens das plantas infectadas podem apresentar-se deformadas e manchadas.


Fotos: Adriane Wendland
 
Figura 3. Sintomas de infestação pelo vírus do mosaico dourado.
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