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ÁRVORE DO CONHECIMENTO Cana-de-Açucar      Equipe editorial Ajuda

Cultivo mínimo

Autor(es): Raffaella Rossetto ; Antonio Dias Santiago

A técnica de cultivo mínimo consiste em um preparo mínimo do solo: a soqueira da cana-de-açúcar é eliminada com o uso de herbicida e, em seguida, é feita a sulcação do solo para o novo plantio, nas entrelinhas e linhas antigas. Para a cana-de-açúcar, que permanece no mesmo local por vários anos sem que haja movimentação do solo (cana-planta e soqueiras), é praticamente imprescindível que se faça a subsolagem.
 
Este tipo de preparo do solo é indicado para locais onde não se verifica forte compactação, problemas com barreiras químicas, que necessitariam de calagem e gessagem, ou a existência de pragas de solo. A subsolagem com hastes a 40 centímetros de profundidade é eficaz para romper a compactação, sobretudo onde a situação não é tão crítica. Seria indicada, também, para áreas mais declivosas, onde os problemas de erosão são mais críticos. Bons resultados têm sido obtidos com a subsolagem feita na linha do sulcador, com o uso de um implemento conhecido como "beija-flor". A técnica proporciona melhores condições de descompactação no sulco, permitindo melhor desenvolvimento radicular, além de possibilitar que o sulco fique mais raso, facilitar a operação de nivelamento da cana-planta e favorecer a colheita mecanizada. 
 
É possível, também,incorporar um subsolador na haste do sulcador, visando quebrar a camada superficial compactada. A Cooperativa de Produtores de Cana-de-açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Copersucar) desenvolveu, também, o sulcador-subsolador-destorroador, que efetua, simultaneamente, as operações de subsolagem, sulcação e destorroamento através da enxada rotativa, permitindo uma boa brotação da muda. Existe outro implemento, chamado sulcador Rossetti, semelhante ao modelo da Copersucar, que diferencia-se deste por possuir a enxada rotativa situada atrás da haste e internamente, entre as asas do sulcador. 

As vantagens do cultivo mínimo em relação ao tradicional são:

  • possibilidade de plantio em épocas chuvosas, o que pode significar a antecipação do plantio em até alguns meses;
  • utilização mais intensa da área de plantio, já que o intervalo entre a colheita e o replantio é menor;
  • redução da erosão;
  • redução do uso de máquinas, implementos e combustível;
  • controle de plantas daninhas, como a tiririca e a grama-seda.
Algumas plantas daninhas são favorecidas pelo novo sistema de cultivo, a exemplo das cordas de viola.

Outra prática interessante é o cultivo mínimo da cana, após o plantio de uma cultura em rotação nas áreas de reforma do canavial. Após a erradicação da soqueira, em setembro, faz-se o preparo do solo através de uma grade leve. Se necessário, faz-se uma subsolagem e, posteriomente, a sulcação para o plantio da cultura em rotação. São utilizadas as culturas da soja, amendoim, girassol, crotolária, mucuna e outros adubos verdes. 

No final de março ou início de abril, a cultura em rotação já estará colhida e, então, procede-se ao plantio da cana através da sulcação sobre a palhada da cultura plantada (soja, crotolária etc). É interessante utilizar uma planta leguminosa como cultura em rotação para incorporar o nitrogênio biologicamente fixado. 

 
Fontes consultadas:
 
ALLEONI, L. R. F.; BEAUCLAIR, E. G. F. Efeito do tipo de sulcador em diversos parâmetros de crescimento e na produtividade da cana-de-açúcar. STAB-Açúcar, Álcool e Subprodutos, Piracicaba, v. 14, n. 3, p. 24-27, 1996.
 
PERTICARRARI, J. G.; IDE, B. Y. Cultivo mínimo. In: SEMINÁRIO DE TECNOLOGIA AGRONÓMICA, 4., 1998, Pira­cicaba. Anais. São Paulo: Copersucar, 1988. p. 43-63.

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