Imprimir Compartilhe









Comunicar Erro









 
 
 
ÁRVORE DO CONHECIMENTO Cana-de-Açucar      Equipe editorial Ajuda

Oferta x demanda

Autor(es): Carlos Eduardo Freitas Vian
Álcool

O balanço entre a oferta e a demanda de álcool combustível no mundo está intimamente relacionado com o balanço da oferta e demanda dos derivados do petróleo. A Tabela 1 mostra essa relação para alguns países e regiões do mundo.

 Tabela 1. Balanço da oferta e demanda de derivados de petróleo no período 2004/2005.
 (*) Japão, Coréia, Austrália e Nova Zelândia.
 Fonte: Nastari (2006).
 
As preocupações com alterações climáticas e a tendência de substituição de derivados de petróleo por combustíveis, produzidos a partir de fontes renováveis são claras e estão nitidamente colocadas no Protocolo de Kyoto. Este documento traz, no mesmo plano, questões relativas às mudanças climáticas, geração de renda nos países em desenvolvimento, eficiência na adoção de fontes energéticas não-renováveis e, ainda, o aumento do uso de fontes renováveis de energia.

Desta forma, os países e blocos econômicos na relação entre oferta e demanda negativa (Tabela 1) são potenciais mercados para o etanol brasileiro. Os governos da Alemanha, Japão, China, Estados Unidos e Tailândia – cuja demanda é de 2 bilhões de litros para uma mistura de 10% na gasolina – e de alguns países da União Européia já manifestaram seu interesse em aumentar o percentual de mistura do etanol ao combustível. Ao mesmo tempo, a União Européia possui uma oferta pequena de etanol, que poderia muito bem ser suprida pelo álcool brasileiro. Apesar de o Brasil vir exigindo da Organização Mundial do Comércio (OMC) o reconhecimento do etanol como produto ambiental, a Central de Agricultores da Europa se esforça para não reconhecê-lo como tal, pois resultaria na aplicação de tarifa zero para importação.
 
De acordo com a Bolsa de Mercadorias de Nova Iorque Nybot (New Board of Trade), o Brasil deverá ser o grande produtor de álcool em 2010, conforme indica a Tabela 2, referente ao comércio mundial de etanol.
 
 Tabela 2. Oferta e demanda mundial de etanol - 2005 e 2010.

 (*) Canadá, A. Latina, África, Ásia (Japão/ Coréia).
 Fonte: Carvalho (2005).
 
Para uma melhor avaliação das estimativas, a Tabela 3 mostra os principais países produtores de etanol no mundo e a quantidade produzida ao longo dos últimos nove anos.
 
 Tabela 3. Principais países produtores de etanol no período de 1997 a 2005.

  Fonte: Brasil. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (2007).

O cenário mundial, em 2010, deverá ser de crescimento expressivo em relação ao volume de consumo e exportação do álcool para diversos usos, sobretudo como combustível. A oferta por álcool deverá aumentar de 15 para 20 bilhões de litros, nos Estados Unidos; de 16,5 para 26 bilhões, no Brasil e 3,5 para 7,2 bilhões, na União Européia. O aumento da demanda por etanol pelos países desenvolvidos deve-se, principalmente, ao aumento da quantidade de álcool na mistura com a gasolina nos combustíveis.

Açúcar

Nos últimos anos, a diferença entre a quantidade de açúcar produzida e a consumida no mundo, afetou, consideravelmente, o mercado deste produto, o que propiciou sérias instabilidades de preços e variações de estoques. Atualmente, há excesso na oferta de açúcar. Os preços em um mercado livre são formados a partir de condições de oferta e demanda em cada momento. Contudo, os preços do açúcar no mercado internacional são definidos por acordos especiais ou mercados preferenciais, a partir de considerações de política econômica e de outros fatores distintos da situação mundial de oferta e demanda. 

A forma mais fácil de incentivo da produção de açúcar é por meio de políticas protecionistas ou de subsídios como os praticados pelos EUA e países da Europa. A situação econômica favorável das regiões produtoras de açúcar, que se reflete nos tratos culturais da lavoura da cana-de-açúcar e na produção de açúcar, pode, também, contribuir para o aumento das exportações do produto pelo Brasil. Deve-se considerar, ainda, que a flexibilidade existente na agroindústria canavieira em relação à possibilidade de se produzir açúcar ou álcool - dependendo das condições de mercados desses produtos - influencia diretamente na definição da exportação de açúcar.

As Tabelas 4 e 5 mostram a evolução histórica dos principais países exportadores e importadores de açúcar e permitem uma melhor avaliação das condições de oferta e demanda no mercado internacional.

 Tabela 4. Principais países exportadores de açúcar no período de 1998 a 2005.
Fonte: Brasil. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (2007).

 

 Tabela 5. Principais países importadores de açúcar no período 1998 a 2005.

 Fonte: Brasil. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (2007).

Fontes consultadas:

BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Balanço nacional da cana-de-açúcar e agroenergia. Brasília, DF, 2007. 140 p.

CARVALHO, L. C. C. Panorama do setor sucroalcooleiro. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL STAB, 3., 2005, Águas de São Pedro. Trabalho apresentado.

NASTARI, P. M. O setor brasileiro de cana-de-açúcar: perspectivas de crescimento. São Paulo: Datagro Consultoria, 2006. 

Veja também
Tenha a Agência
EMBRAPA de Informação
Tecnológica no seu site!

Refine sua pesquisa usando a
BUSCA AVANÇADA.

Agência Embrapa de Informação Tecnológica
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA
Todos os direitos reservados, conforme Lei no. 9.610.
Política de Privacidade. sac@embrapa.br - 2005-2011
EMBRAPA - Parque Estação Biológica - PqEB s/n??.
Brasília, DF - Brasil - CEP 70770-901
Fone: (61) 3448-4433 - Fax: (61) 3347-1041