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ÁRVORE DO CONHECIMENTO Arroz      Equipe editorial Ajuda

Manejo do solo

Autor(es): José Geraldo da Silva

 

 

Preparo do solo

No sistema de plantio convencional (SPC), a operação de preparo do solo é realizada para propiciar condições satisfatórias para a semeadura, a germinação das sementes, a emergência das plântulas, o desenvolvimento e a produção das plantas, eliminar as plantas daninhas, controlar a erosão e descompactar o solo. Para desempenhar essas funções, estão disponíveis no mercado diversas marcas e modelos de equipamentos agrícolas, que preparam o solo numa só ou em várias operações. Convencionalmente, o preparo do solo para o arroz de terras altas é realizado com implementos de discos, como a grade aradora. Na escolha de um sistema de preparo do solo para a cultura do arroz devem ser considerados os fatores relacionados à conservação do solo e da água e à economia de combustível e de tempo. Ainda, para evitar a compactação do solo, deve-se anualmente variar a profundidade de operação do equipamento no solo. 

Preferencialmente, o preparo do solo deve ser feito com antecedência de cerca de 30 dias do plantio, para permitir a decomposição da matéria orgânica. A gradagem, ou o nivelamento final, deve ser efetuado imediatamente antes da semeadura. As operações de preparo do solo podem ser realizadas com diferentes combinações de equipamentos ou sistemas de preparo, que resultam em diferentes consumos de energia. A seleção de um sistema de preparo depende da energia requerida individualmente por um equipamento, de como esse requerimento varia em combinação com outros equipamentos e de seus efeitos sobre a conservação da água e do solo e a produção das culturas.

No sistema de plantio direto (SPD), a operação de preparo do solo consiste no controle químico das plantas daninhas com herbicidas e no manejo da palhada com roçadoras. A semeadura é realizada diretamente no solo não revolvido, por meio de semeadoras especiais.

Equipamentos de preparo do solo

Arado de aiveca

É o mais antigo implemento fabricado para a realização do preparo do solo. No Brasil, esse implemento é mais destinado à tração animal. Nas condições normais de trabalho, o arado de aiveca apresenta vantagens sobre os demais, pois realiza o tombamento das leivas com maior eficiência, o que proporciona maior estabilidade aos agregados do solo, melhor incorporação dos resíduos de colheita e, consequentemente, melhor controle das plantas daninhas. Além disso, para uma mesma condição de trabalho, o arado de aiveca exige menor esforço de tração pelo fato de ser mais leve, apesar de provocar maior atrito com o solo.

Existe aiveca específica para cada situação, dependendo do tipo do solo, da sua condição de umidade e da necessidade de tombamento. Assim, para solos pesados é recomendada aiveca “rompedora", caracterizada por ser mais comprida, estreita, de pouca curvatura e grande facilidade de penetração. Para solos leves deve-se usar a "'pulverizadora", que é mais curta, larga, com grande curvatura e baixa capacidade de penetração. A aiveca "recortada" é mais indicada para solos pegajosos. Comumente, a aiveca encontrada no mercado é a de "uso geral", intermediária entre a “rompedora" e a "pulverizadora".

O arado de aiveca pode ser equipado com vários acessórios, que facilitam o corte vertical do solo e evitam o embuchamento. De modo geral, são comuns arados de tração mecânica, fixos ou reversíveis, de uma a quatro aivecas que trabalham a profundidade de 20 a 40 cm e com largura de corte entre 20 a 200 cm.

Apesar das características favoráveis desse implemento, ele possui limitações de uso,não sendo recomendado para o preparo de solo pedregoso, turfoso, arenoso, pegajoso e recém desmatado.

Arado de disco

Surgiu como alternativa ao de aiveca e teve como ponto de partida a grade de disco. É o implemento de preparo de solo mais usado no Brasil, devido a sua facilidade de confecção e melhor adaptação às variadas condições de solos. Foi construído para ser usado em solos secos, duros, pegajosos, com raízes e pedras. Apesar do movimento giratório dos discos, que corta o solo e a vegetação, esse tipo de arado requer peso para penetrar no solo; o que não acontece no de aiveca, cuja penetração é provocada pala conformação de suas partes ativas. Além disso, ele não realiza o tombamento da leiva e a incorporação dos restos culturais com a mesma qualidade proporcionada pelo arado de aiveca.

Em geral, os arados de discos são providos de um a seis discos, lisos ou recortados, fixos ou reversíveis, cujo diâmetro varia de 45 a 80 cm. Os arados podem preparar o solo na profundidade de 5 a 40 cm, apresentando largura de corte por disco de 15 a 40 cm.

O diâmetro dos discos a serem empregados relaciona-se com o solo no qual o arado vai ser usado e, sob esse aspecto, são feitas as seguintes recomendações (Quadro 1):

 Quadro 1. Recomendação de uso para o  arado em função do diâmetro do disco

Diâmetros dos discos

Recomendação de uso


24 polegadasPara solos extremamente duros, argilosos, com grande quantidade de palha na superfície, o que exige grande penetração.
26 polegadasPara solos duros, argilosos ou argilo-arenosos, com abundância de raízes.
28 polegadasPara solos de consistência mediana, arenosos, de penetração e relativamente fácil.

30 polegadas

Para aração profunda, em solos de consistência média. Para solos pesados, compactados, seu emprego exige massa adicional no arado


Fonte: Seguy et al. (1984)

Grade aradora

É o implemento destinado à preparação do solo, que realiza a aração e a gradagem numa mesma operação.

As peças ativas da grade aradora são formadas por discos montados em eixos, que giram em ângulo, com a linha de tração. As grades possuem uma estrutura pesada, necessária à penetração dos discos no solo. As grades pesadas possuem mais de 130 kg de massa sobre cada disco e as intermediárias ou médias, de 50 a 130 kg.

Normalmente a grade opera no solo a pouca profundidade, incorporando inadequadamente os resíduos orgânicos e sementes de plantas daninhas. A profundidade depende da massa do implemento e do diâmetro e ângulo de trabalho dos discos. A grade pesada uma camada de solo de 10 a 15 cm, podendo chegar a 20 cm de profundidade. A operação continuada das grades, com corte pouco profundo, pode ocasionar a formação de camada de solo compactada superficialmente ou pé-de-grade, que é muito prejudicial à infiltração da água e ao desenvolvimento das raízes.

As grades aradoras comuns, apresentam largura do corte de 1,20 a 2,60, que resulta em grande capacidade de trabalho quando comparado aos arados. Podem ser recomendadas para a incorporação dos resíduos orgânicos após a colheita, trituração e incorporação de plantas daninhas antes da aração e para o preparo de solos recém desmatados. Para o seu uso em áreas cultivadas devem ser verificados a profundidade do corte e o reviramento favorável das leivas do solo.

Grade niveladora

Geralmente, a grade niveladora é utilizada após a aração, com o objetivo de destorroar, nivelar e adensar o solo. Recebe também denominação de grade leve por possuir massa inferior a 50 kg sobre cada disco de corte. Existem grades de simples e de dupla ação. As simples ação são constituídas de dois conjuntos de discos dispostos lado a lado e as duplas quatro conjuntos, em forma de duas parelhas. As de dupla ação podem ser destorroadoras ou niveladoras. Nas destorroadoras os conjuntos de discos são dispostos em forma de "X" e nas niveladoras, de "V". As destorroadoras devem ser aplicadas após a aração e as niveladoras, imediatamente antes da semeadura. As grades também podem ser usadas antes da aração, para picar o material existente na superfície; para destruir plantas daninhas no estádio inicial de desenvolvimento, principalmente em culturas perenes, e para o enterrio de sementes, adubos ou corretivos distribuídos a lanço.

Os modelos comuns de grades leves possuem de 26 a 48 discos, com borda lisa ou recortada e diâmetro de 18 a 22 polegadas. 

Métodos de preparo do solo

Preparo do solo com arado de disco

Esse método consiste da aração, seguida de uma ou mais gradagens destorroadoras e de uma gradagem “niveladora” imediatamente antes do plantio. Na presença de restos culturais e de plantas daninhas de grande porte, a área fica desnivelada, com leiva e torrões presos às raízes das plantas. Essas irregularidades implicam na necessidade de mais gradagens para o destorroamento do solo, que causa desestruturação da camada superficial e reduz a porosidade criada pela aração. Nesse método, o perfil preparado é heterogêneo, em virtude do desempenho inadequado do arado de disco que, na presença de restos culturais e plantas daninhas, penetra irregularmente no solo. Além dos obstáculos criados para a operação da semeadura, a lenta decomposição dos resíduos pode provocar desordens fisiológicas à cultura. O arado de disco não descompacta o solo convenientemente, saltando nos pontos de maior resistência, principalmente em condições de pouca umidade.

Preparo do solo com grade aradora

Tem sido o método de preparo do solo mais utilizado na região dos cerrados. Neste, a grade aradoras realiza numa só operação a aração e a gradagem. O perfil do solo preparado geralmente é superficial, da ordem de 10 a 20 cm de profundidade. A estrutura superficial do solo apresenta-se extremamente fina e frágil. O solo preparado constantemente com esse implemento apresenta nítida descontinuidade entre o perfil preparado e o solo imediatamente abaixo. O corte superficial e a pressão dos pneus e dos discos da grade sobre o solo adensam a camada subsuperficial e formam “pé-de-grade”, com 5 cm ou mais de espessura, o que dificulta o crescimento das raízes e favorece a erosão laminar. Normalmente, são necessárias duas passagens de grade aradora. Em alguns casos, a segunda gradagem é substituída por uma ou duas gradagens leves. Em todos os casos, a tendência é a formação de uma superfície ainda mais pulverizada e de um “pé-de-grade” mais denso, que varia com o número de passadas do implemento e com a umidade do solo. Na superfície pulverizada pode originar uma camada endurecida de 2 a 3 cm de espessura, que prejudica a emergência das plântulas e a infiltração da água no solo.

Incorporação da resteva com grade, seguida de aração profunda

Esse método consiste da inversão da ordem de realização das operações de preparo do solo. Inicialmente é feita a gradagem do terreno com grade aradora ou com grade “niveladora”, dependendo da quantidade de plantas daninhas, dos restos culturais e do teor de umidade do solo. De 10 a 30 dias após, é realizada a aração com arado de aiveca ou de disco. As principais vantagens desse método são:

a) incorporação mais homogênea dos restos culturais no perfil do solo, da superfície até aproximadamente 40 cm de profundidade;

b) formação de uma boa estrutura no solo;
c) não há formação do “pé-de-grade” superficialmente;
d) maior eficiência no controle de plantas daninhas;
e) promoção da recuperação da fertilidade em profundidade.

Quando o solo é arado com teor de umidade adequado e com implemento bem regulado, a semeadura pode ser feita sem a necessidade de gradagem de nivelamento ou com, no máximo, uma operação de grade niveladora, o que preserva a porosidade e a estrutura criada pela aração.Esse método tem proporcionado aumento significativo na produtividade do arroz de terras altas, por reduzir sensivelmente os riscos de déficit hídrico durante os curtos períodos de estiagem. Isso tem sido possível devido ao maior armazenamento de água no perfil do solo, ao enraizamento mais vigoroso e profundo e à melhoria das propriedades físicas do solo. Deve ser utilizado, preferencialmente, para solos infestados de plantas daninhas.

Preparo mínimo

Consiste na passagem de implementos como o arado escarificador ou a grade niveladora para romper apenas a camada superficial adensada e, no caso da grade, para também realizar o controle das plantas daninhas de pequeno porte. O preparo mínimo é recomendado para solos descompactados e com pouca incidência de plantas daninhas. Seu objetivo principal é a manutenção da estrutura do solo e a redução dos custos da operação.

O arado escarificador prepara o solo numa profundidade de 20 a 30 cm e mantém grande parte dos resíduos vegetais na superfície, o que auxilia o solo a se proteger da erosão. Além disso, o escarificador permite o preparo do solo seco, maior rendimento operacional e economias de combustível e de tempo de operação, quando comparado com os arados de disco e de aiveca.

Plantio direto

Neste sistema a semente e o adubo são colocados diretamente no solo não revolvido com o uso de semeadoras adubadoras especiais. As práticas de revolvimento do solo com arados e grades são dispensadas, mas o sistema exige a dessecação das plantas daninhas com herbicidas e o uso de semeadoras com capacidade para cortar a palhada e o solo não preparado e abrir sulcos para a semeadura do arroz. É recomendado para solos descompactados, com fertilidade homogênea no perfil de 0 a 40 cm. A superfície do terreno deve possuir uma camada de restos culturais que auxilia a conservação do solo e da umidade. Antes da implantação do plantio direto, o solo deve ser corrigido química e fisicamente com o objetivo de propiciar um vigoroso desenvolvimento do sistema radicular.

Plantio

A semeadura do arroz é feita no início do período chuvoso e concentra-se nos meses de novembro a janeiro. A densidade de semeadura deve permitir uma boa distribuição das sementes dentro do sulco, sem que haja falhas. A obtenção de uma boa distribuição de sementes, com baixa densidade de semeadura, irá depender da precisão e da boa regulagem das máquinas de plantio. A densidade recomendada varia de 60 a 80 sementes por metro. Menores espaçamentos possibilitam produtividades de grãos mais elevadas, mas aumentam a suscetibilidade às doenças, ao acamamento e aos estresses por veranico.O espaçamento entre linhas deve variar de 20 a 40 cm e a profundidade de plantio de 2 a 4 cm. O fertilizante deve ser depositado a 5 cm abaixo das sementes.

Equipamento de semeadura

Semeadora adubadora

Para obter desempenho satisfatório na operação, a semeadora adubadora deve:

a) ajustar-se ao plantio no espaçamento entre linhas e na densidade de semeadura recomendada para a cultivar;
b) possuir mecanismos dosadores de sementes e de adubo eficientes e de fácil regulagem;
c) proporcionar baixo percentual de danos às sementes;
d) depositar uniformemente a semente e o adubo nos sulcos de plantio, em profundidade constante e com pouca remoção de terra;
e) ter boa capacidade de penetração no solo, mesmo no Sistema de Plantio Direto (SPD);
f) semear e adubar de forma adequada na presença de restos culturais;
g) possuir satisfatórias autonomia e capacidade de trabalho.

Dosadores de sementes

As semeadoras adubadoras podem ser equipadas com mecanismos dosadores dos tipos rotor acanalado, disco perfurado horizontal, disco perfurado inclinado e disco pneumático.

O rotor acanalado, com reentrância na sua periferia, gira dentro de uma moega e conduz as sementes para um tubo condutor e, daí, para o solo. Para regular a vazão de sementes, deve-se deslocar lateralmente o rotor ou variar, por meio de engrenagem, a sua velocidade de rotação. O rotor acanalado pé o dosador mais indicado para sementes pequenas, distribuídas em grande densidade, como o arroz.

Os discos perfurados trabalham dentro do depósito de sementes das semeadoras na posição horizontal ou inclinada. O disco que opera na posição horizontal é o mais utilizado nas semeadoras e tem como característica principal a simplicidade de construção e de operação. Por outro lado, esse mecanismo apresenta desempenho insuficiente, no que refere à uniformidade de semeadura, quando essa é feita em velocidade superior a 6 km/h. O disco inclinado difere do horizontal por não possuir raspadores de excesso e expulsor de sementes dos furos do disco.

O disco pneumático utiliza pressão positiva ou negativa, produzida por turbina própria da semeadora, para dosar as sementes. É o mais preciso dos dosadores de sementes, porem é mais indicado para distribuição de sementes graúdas como soja, feijão e milho. No arroz, esse mecanismo é pouco utilizado por causa da elevada densidade de semeadura. 

Dosador de adubo

As semeadoras adubadoras de arroz podem ser equipadas com mecanismos do tipo roseta, rotor e rosca sem-fim. A roseta, em forma de disco dentado, opera assentado no fundo do reservatório de adubo, sendo acionada por um conjunto de coroa e pinhão. O adubo é arrastado pelos dentes da roseta para uma comporta de abertura regulável, que o descarrega no condutor de adubo e, daí, no solo. O mecanismo do tipo rotor possui um eixo horizontal, com palhetas, que ao girar no fundo do depósito, conduz o adubo para uma comporta de abertura regulável. A rosca sem-fim, ao girar, conduz certa quantidade de adubo do depósito para o tubo condutor e, daí, para o sulco de semeadura. A dosagem de adubo por esse mecanismo, ao contrário da roseta e do rotor, é menos sensível à variação da velocidade de operação da semeadora adubadora. Nas semeadoras adubadoras providas de rotor ou de roseta, a regulagem da distribuição de adubo é feita pela alteração da abertura das comportas da caixa de adubo e, nas com rosca-sem-fim, por meio da variação da velocidade de giro do dosador. 

Disco de corte de palhada

No Sistema de Plantio Direto, a máquina deve ter um disco simples, de 16 a 20 polegadas de diâmetro, instalado à frente do sulcador adubador para cortar a palhada. Conforme a movimentação no solo, disco simples é classificado em ondulado, estriado e liso, e abre sulco com cerca de 9, 5 ou 3 cm de largura, respectivamente. O disco ondulado tende a empolar em solo argiloso, principalmente quando molhado, enquanto o estriado e o liso desempenham melhor. Quando a quantidade de palhada sobre o terreno é pequena, a presença de disco duplo defasado na semeadora adubadora pode substituir o disco simples de corte e realizar o plantio direto com eficiência.


Sulcador e cobridor

Em geral, em cada linha de plantio, as semeadoras adubadoras são equipadas com sulcador provido de um conjunto de discos duplos para semeadura e uma haste extirpadora para adubação, ou de dois conjuntos de discos duplos, sendo um para semeadura e outro para adubação, ou, ainda, de um só conjunto de disco duplo para semeadura e adubação, o qual, apesar de ser menos eficiente, é o mais usado em máquinas de semeadura do arroz. O aterrador de sulco de plantio é um dispositivo constituído de roda, localizado na parte posterior da linha de semeadura, com a função de melhorar o contato da semente com o solo. Os aterradores indicados para o arroz são do tipo convexo, que compactam bem o solo sobre a semente dentro do sulco de plantio. A regulagem é feita pela alteração da pressão de molas, o que resulta em diferentes graus de compactação do solo sobre as sementes e, ou, pela alteração do ângulo das rodas.
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