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ÁRVORE DO CONHECIMENTO Arroz      Equipe editorial Ajuda

Manejo do solo e sistema de plantio

Autor(es): José Alberto Petrini ; Francisco de Jesus Vernetti Jr

 

 

O arroz irrigado na região subtropical do Brasil vem sendo cultivado, atualmente, em cinco sistemas de cultivo: sistema convencional (SC), cultivo mínimo (CM), plantio direto (PD), pré-germinado (PG) e transplante de mudas (TM). Nos três sistemas mencionados inicialmente, o arroz é semeado em solo seco, enquanto que nos outros, a semeadura e o transplante de mudas ocorrem em solo submerso. O manejo ou preparo do solo requerido para cada sistema apresenta características próprias. Sendo estas mais semelhantes no PG e no TM. A importância desses sistemas para o arroz irrigado, na região subtropical, pode ser avaliada pela área cultivada de arroz com cada um. Assim, no estado do Rio Grande do Sul, na safra 2009/10, foram cultivados um milhão e 53 mil hectares com arroz irrigado, sendo que predominou o cultivo mínimo com semeadura direta (63,7% da área), seguido dos sistemas convencional (25,6% da área) e pré-germinado (10,7%). O sistema de transplante de mudas é pouco usado no Sul do Brasil e está restrito à áreas de produção de sementes de alta qualidade física e fisiológica. Enquanto que em Santa Catarina, nesta mesma safra, foram cultivados, em torno de 154 mil ha, sendo 95% com o sistema PG e 5,0% com o SC.

Independentemente do sistema de cultivo adotado, a realização de adequado manejo pós-colheita da área é imprescindível. A correção de rastros deixados durante a colheita e transporte de grãos colhidos da área; a incorporação da resteva (agiliza o processo de  decomposição); e a utilização de máquinas para a readequação da área (nivelamento da superfície do solo) fazem parte das mais importantes operações da lavoura de arroz.

Sistema convencional (SC)

No SC de cultivo do arroz irrigado, o manejo dado ao preparo do solo, envolve três etapas: preparos primário e secundário do solo; semeadura do arroz a lanço ou em linha, com semeadoras convencionais, ou com as utilizadas em plantio direto e o estabelecimento de lâmina de água sobre o solo a partir de 15 dias após 50% da emergência das plântulas (cultivares de ciclos superprecoce e precoce) e até 30 dias após a emergência de 50% das plântulas (cultivares de ciclos médio e tardio). É recomendado que o preparo da área ocorresse, de preferência, no verão anterior à implantação da lavoura.

É preciso estar atento à umidade do solo, pois, no SC de cultivo, quando as operações são realizadas com condições de solo muito seco o número de operações aumenta, assim como, o custo deste item de desembolso. Por outro lado em condições de excesso de umidade as operações podem causar danos à estrutura do solo.

A primeira atividade consiste no desmanche das taipas da safra anterior, normalmente realizado com a própria entaipadeira, ou, na ausência desta, com grades, arados e/ou lâminas frontais. A seguir é realizado o preparo primário que consiste em operações que visam principalmente à eliminação e/ou enterrio da cobertura vegetal normalmente realizada com grade aradora e, mais raramente, com arados de disco ou de aiveca.

O preparo secundário do solo pode ser definido como o conjunto das operações superficiais subsequentes ao preparo primário. Estas visam o destorroamento, o nivelamento do terreno, à incorporação de herbicidas (se for o caso) e à eliminação de plantas daninhas no início de seu desenvolvimento. Isto propicia a fácil colocação da semente no solo, assim como a sua cobertura, criando um ambiente favorável ao desenvolvimento inicial das plântulas. Em geral, as grades de discos e as de dentes, juntamente com as plainas, são os implementos mais empregados no preparo secundário do solo. Uma das etapas do preparo secundário do solo para a cultura do arroz irrigado refere-se à sistematização do solo, a qual será abordada em Capítulo específico.

Outro implemento que pode ser utilizado no preparo do solo para o cultivo do arroz irrigado é a enxada rotativa, que realiza em uma só operação, as duas etapas de preparo (lavração e gradagem). Entretanto, a alta rotação das enxadas provoca fortes impactos contra o solo, desintegrando quase totalmente os agregados de maior tamanho, tornando-os instáveis e sujeitos aos processos erosivos, determinando que não se recomende o uso contínuo desse implemento numa mesma área.

A semeadura pode ser realizada a lanço com semeadoras/adubadoras conjugadas ou não, ou em linha com semeadora/adubadora apropriadas, que colocará o adubo e a semente localizada. Neste sistema de cultivo alguns produtores utilizam um rolo compactador após a semeadura, de forma a favorecer a uniformização da emergência das plântulas e invasoras.

Sistemas plantio direto (PD) e cultivo mínimo (CM)

A adoção do PD e do CM na cultura do arroz irrigado na Região Subtropical do Brasil, teve como objetivos o controle do arroz-vermelho, o melhoria da capacidade produtiva do solo e redução de custos na implantação da lavoura. Nas variantes mais utilizadas no arroz irrigado, PD, com preparo de solo no verão, e CM, com preparo do solo na primavera, ocorre um revolvimento reduzido do solo, antecipado à semeadura da cultura. Do mesmo modo, a rotação de culturas é uma prática que vem sendo incrementada nos solos de várzea. Na atualidade, a utilização dos sistemas PD e CM, além de minimizar o problema do arroz-vermelho, vêm proporcionando outros benefícios à orizicultura, como a diversificação de culturas, cujos resultados têm contribuído para que a área cultivada com os mencionados sistemas venha aumentando anualmente. 

No PD em que há sucessão arroz/arroz, o preparo do solo é realizado nos meses de janeiro a março (preparo de verão) e, normalmente, compreende uma aração, duas gradagens e aplainamento. Não existe a necessidade de desmanchar por completo os torrões, pois, como a semeadura do arroz é realizada após alguns meses, esta tarefa é completada pelas chuvas de inverno. No CM, as operações de preparo do solo são semelhantes às realizadas no PD, diferindo apenas na época de realização, visto que estas ocorrem do final do inverno ao início da primavera, de 60 a 45 dias antes da semeadura. O preparo do solo antecipado, tanto no CM, como no PD, visa corrigir pequenas imperfeições de microrrelevo, preparar a superfície do solo para receber as sementes de arroz e, principalmente, estimular a germinação e emergência de sementes de plantas daninhas, como as de arroz-vermelho e preto, num período em que estas não concorram com a cultura do arroz.

Quando o arroz irrigado é cultivado no sistema PD, em rotação com culturas como  a soja, prática que vem aumentando a sua utilização em algumas áreas de várzea do RS, o preparo do solo vem sendo dispensado. Desta forma, o sistema PD utilizado em áreas de várzea se assemelha àquele praticado em solos altos.

Após o preparo do solo, é recomendado que se faça o entaipamento prévio com taipas de perfil suave e base larga (2,8 m de largura), e com menor altura (0,2 a 0,4 m, dependendo da declividade do terreno) do que as taipas convencionais (Figuras 1 e 2). Este procedimento não prejudica as demais práticas culturais, pois as taipas, se bem construídas, suportam o trânsito de máquinas e implementos. Além disso, as semeadoras  possuem rodado articulado que permitem semeaduras uniformes também sobre as taipas.

Fonte: Plantio (1993).
 Foto: Algenor da Silva Gomes
Figura 1. Perfis de taipas tradicional e com base
larga e suave.

Figura 2. Entaipadeira de base larga (moderna).

No PD, após o preparo do solo é aconselhável a implantação de uma forrageira de inverno, sendo o azevém a mais utilizada (Figura 3). Outras espécies, como aveia preta (Avena strigosa Schreb), trevo persa (Trifolium resupinatum L. cv. Kyambro), trevo branco (Trifolium repens L.) e lótus "El rincon" (Lotus subbiflorus Lag. cv. El Rincón)  apresentam bom desempenho. Quando não houver interesse, ou possibilidade, de uma exploração mais racional da pecuária, a cobertura vegetal poderá ser composta pelas plantas que se estabelecerem naturalmente após o preparo do solo (flora de sucessão).

Foto: Algenor da Silva Gomes

Figura 3. Azevém em solo de arroz irrigado, com sistema de drenagem uperficial implantado.

No CM a cobertura é formada pela flora de sucessão que venha se estabelecer após o preparo do solo, predominando, geralmente, arroz-daninho e o capim-arroz. Para o cultivo do arroz irrigado, tanto no CM, como no PD, duas a três toneladas de matéria seca são suficientes para que se tenha uma adequada cobertura para implantação. Quantidades maiores, além de dificultarem a evaporação da água do solo, podem produzir ácidos orgânicos em níveis tóxicos à germinação e emergência do arroz.

Na dessecação da cobertura vegetal devem ser empregados, basicamente, herbicidas sistêmicos de ação total. Por não serem seletivos, atuam em plantas anuais ou perenes, e em folhas largas e estreitas. Como não possuem atividade no solo, possibilitam, após a aplicação, a semeadura de qualquer cultura na área tratada. Para que haja uma absorção suficiente dos produtos, a relação entre parte aérea e sistema radicular das plantas deve ser de pelo menos 1:1.

Os herbicidas dessecantes de ação total mais utilizados no CM e no PD são o glifosato e o sulfosato. Para plantas anuais são utilizadas dosagens de 2 a 4 L ha-1, enquanto que para plantas perenes deve-se usar uma dose maior, entre 4 e 6 L ha-1. Essas variações de doses estão relacionadas, principalmente, às espécies de plantas presentes na área, às condições nas quais estas se encontram e ao teor de umidade do solo. A experiência adquirida pelos orizicultores com a adoção dos sistemas PD e CM, vem possibilitando a redução das doses de herbicidas empregadas no manejo da cobertura, em decorrência, principalmente, no caso do PD, da associação destes com o final do ciclo da espécie utilizada, ou com o manejo mecânico.

O sistema de drenagem pode ser formado por uma série de drenos superficiais estreitos, de 8 - 12 cm, utilizando-se valetadeiras especiais (Figuras 3 e 4), que desembocam em drenos secundários maiores, os quais são ligados a drenos principais. Em função de suas dimensões em largura, os drenos secundários, não dificultam o trânsito de máquinas, podendo, portanto, ser construídos próximos, quando necessário. Condições de drenagem deficientes, no inverno, favorecem a presença de gramas boiadeiras que, depois de estabelecidas, são de difícil controle.

      Foto: Algenor da Silva Gomes
Figura 4. Valetadeira utilizada para construção de drenos superficiais em áreas cultivadas com arroz irrigado
 

A irrigação do arroz nos sistemas PD e CM assemelham-se àquela utilizada no sistema convencional de cultivo. Todavia, determinados produtores vêm antecipando a época de início do alagamento do solo, pretendendo, com isso, utilizar a água como uma barreira física para o controle de plantas daninhas.

A adubação da cultura do arroz irrigado, nos sistemas PD e CM, de modo geral, segue as mesmas recomendações utilizadas para o sistema convencional. Todavia, no PD, quando for cultivada uma pastagem de inverno, a adubação deve ser realizada visando suprir as necessidades desta cultura, de modo que o arroz se beneficiaria do efeito residual, principalmente no que se refere ao fósforo e ao potássio. Neste caso, a adubação para o arroz poderá ser restringida à adubação nitrogenada de cobertura, eliminando-se problemas de redução do estande de plantas, uma vez que não seria realizada a adubação na semeadura. Maiores detalhes sobre adubação do arroz irrigado encontram-se no Capítulo “Correção do Solo e Adubação”.

O estabelecimento de um estande adequado de plantas é importante para a obtenção de altos rendimentos. Na realidade, as plantas de arroz, notadamente, as cultivares do tipo moderno, apresentam alta capacidade de perfilhamento, podendo compensar um menor número de plantas por área, através da emissão de um maior número de afilhos. Por outro lado, uma alta população de plantas não garante altos rendimentos, pois nesta condição, embora o número de panículas possa ser maior, estas são constituídas por um número menor de espiguetas, com menor peso de grãos.

De modo geral, para os três sistemas mencionados anteriormente, a densidade de semeadura deve viabilizar uma população de 200 a 250 plantas de arroz m-2, uniformemente distribuídas. Desta forma é importante conhecer-se o peso de mil sementes de cada cultivar a ser utilizada. Também devem ser levadas em consideração, na quantidade de sementes a ser utilizada, outras variáveis que influenciam a germinação das sementes, tais como clima, solo, cobertura vegetal e cultivar, o que torna difícil uma recomendação genérica em termos de densidade. Assim, é aconselhável seguir-se as orientações dos detentores das cultivares utilizadas. Para estes sistemas recomenda-se o espaçamento de 17 cm entrelinhas

Sistema de cultivo pré-germinado (PG)

Define-se sistema PG como um conjunto de técnicas de cultivo de arroz irrigado adotadas em áreas sistematizadas onde as sementes, previamente germinadas, são lançadas em quadros nivelados e inundados.

Este sistema é, atualmente, uma alternativa viável para áreas que apresentam problemas de produtividade, principalmente pela alta infestação de arroz-vermelho. Em Santa Catarina e Rio Grande do Sul o sistema PG ocupa respectivamente, 95% e 10% da área total cultivada com arroz irrigado.

O sistema PG apresenta as seguintes vantagens: controle mais eficiente do arroz- daninho (arroz-vermelho e preto), menor dependência do clima para o preparo do solo e semeadura, menor consumo de água para irrigação e permite o planejamento mais efetivo das atividades da lavoura.

No Rio Grande do Sul identificam-se algumas dificuldades para a adoção e expansão do sistema PG: a mão de obra carece de maior capacitação; maior custo inicial para a implantação da lavoura pelo processo de sistematização do solo; em determinadas regiões ocorre ataque de aves e moluscos no período de emergência; ocorrência de plantas daninhas resistentes à maioria dos herbicidas recomendados para este sistema; falta de domínio no manejo da água e falta de cultivares melhor adaptadas ao sistema.

As operações das áreas consistem no nivelamento do solo com adequação dos sistemas de irrigação, drenagem e viário, as quais são importantes requisitos para o sistema. Adotam-se quadros fixos com tamanho e forma adequados, regulares e em geral de pequenas dimensões (1 a 2 ha), separados por taipas permanentes e com irrigação e drenagem independentes. Em algumas situações de topografia é viável utilizar as áreas entre taipas em curvas de nível. Outros requisitos importantes para a implantação do sistema devem ser levados em consideração: pré-germinação da semente, controle efetivo da irrigação e drenagem, uso de equipamentos adequados e utilização de semente isenta de arroz-daninho.

No manejo do sistema PG tradicionalmente adotado no RS, recomenda-se sistematizar em nível (cota zero) ou próximo de zero (0,02%) o que facilita a drenagem para a colheita do arroz e para o caso de estabelecer-se um plano de rotação de culturas nesta área.

Preparo tradicional do solo no sistema pré-germinado

Tradicionalmente, o preparo do solo é realizado na água, para formação de lama (Figura 5) e para o nivelamento e alisamento do solo (Figura 6). Entretanto, proporciona maior consumo de água e desgaste de máquinas e equipamentos, o que exige manutenções regulares; bem como facilita a ocorrência de acamamento de plantas. A primeira fase do preparo do solo visa trabalhar a camada superficial para a formação de lama em solo já inundado. Esta atividade envolve a operação com grade aradora em solo úmido, seguida de destorroamento sob inundação com enxada rotativa. A segunda fase compreende o renivelamento e o alisamento do terreno (Figura 7) utilizando-se pranchões de madeira com o objetivo de deixar a superfície lisa e nivelada, própria para receber a semente pré-germinada (Figura 8). Estas práticas concorrem para o desgaste de máquinas e equipamentos, acamamento de plantas e o arraste de frações importantes do solo (colóides minerais e orgânicos) para fora da lavoura, proporcionando o empobrecimento deste e o assoreamento de corpos de água.

Na solução destes problemas há necessidade de desenvolver práticas alternativas e conservacionistas, como o preparo do solo no seco e a semeadura do arroz PG sobre lâmina de água permanente (sem drenagem).

Foto: José Tomelin
 Foto: José Tomelin
  
Figura 5. Formação de lama para sistematização do solo.Figura 6. Sistematização e nivelamento do solo com água.

Foto: José Tomelin                                                                              Foto: José Tomelin

 
Figura 7. Operação com pranchão alisador para
acabamento do solo.
Figura 8. Área com lâmina de água (5 a 7 cm) para
procedimento da semeadura.

Preparo alternativo do solo no sistema pré-germinado

No RS vem adotando-se o preparo do terreno em solo seco (Figuras 9 e 10) com um manejo da água alternativo, que proporciona maior rentabilidade e qualidade ambiental sem comprometimento na obtenção de alta produtividade. Neste manejo, após o período de 20 a 30 dias de lâmina de água (10 cm), realiza-se a semeadura não se retirando a água, ou seja, a lâmina de água (7 cm) é mantida até próximo à colheita, apenas repondo-a quando seja necessária (Figuras 11 e 12).  

Foto: José M. Parfitt

Figura 9. Receptor de raios laser montado em plaina na execução da sistematização
 
 Foto: José A. Petrini

Figura 10. Preparo em solo seco após o procedimento da sistematização pronto para inundação com Lâmina de água permanente(10 cm).


Foto: José A. Petrini
 Foto: José A. Petrini
Figura 11. Área com arroz na fase de emergência após semeadura em lâmina de água permanente (5 a 7 cm).Figura 12. Lavoura estabelecida no sistema pré-germinada com a semeadura efetuada sobre lâmina de água permanente (5 a 7 cm).

Considerações importantes para o sistema pré-germinado

a) não existem genótipos no RS desenvolvidos e ou devidamente adaptados ao manejo do sistema PG;

b) para a pré-germinação das sementes realiza-se a imersão destas (25 a 30 kg) em água por 24 horas, acondicionadas em embalagens de polipropileno trançado. Após a hidratação, as sementes são colocadas à sombra por 24 a 36 horas, dependendo da temperatura do ar (incubação). As sementes devem ser umedecidas sempre que for necessário. O coleóptilo e radícula deverão atingir de 2 a 3 mm para o momento adequado da semeadura;

c) a escolha da cultivar para semeadura deve basear-se em características consideradas essenciais: ciclo, qualidade da semente, adaptação ao manejo do sistema, resistência à bruzone, resistência à toxidez por ferro e resistência ao acamamento;

d) como parâmetro geral recomenda-se 120 kg ha-1 de sementes viáveis (corrigir a % de germinação para 100) para semeaduras até final de outubro e 100 kg ha-1 para semeaduras a partir de novembro. Para cultivares pouco afilhadoras recomenda-se cerca de 170 kg ha-1;

e) a semeadura deve ser realizada em solo com lâmina de água de 5 a 7,0 cm, sendo recomendável que seja feita no período do dia em que o vento seja mínimo e que a água dos quadros esteja limpa. No RS, em função do tamanho da lavoura, esta operação pode ser feita manualmente ou através de semeadoras a lanço e aviões agrícolas;

f) em áreas infestadas de arroz-daninho recomenda-se, após o preparo do solo, deixar uma lâmina de água (10 cm) durante 20 a 30 dias antes da semeadura. No sistema tradicional de manejo da água, onde o preparo do solo é feito com lâmina de água, um a três dias após a semeadura é recomendável a drenagem da área, tendo-se o cuidado de não deixar água acumulada, pois isto favorece possíveis danos causados por moluscos, insetos aquáticos e aves. O solo deve permanecer sempre saturado ou encharcado para favorecer o desenvolvimento das plantas. A medida que as plântulas forem se desenvolvendo deve-se retornar gradativamente a lâmina de água, mantendo-a em torno de 7 cm, até próximo da colheita;

g) no controle de plantas daninhas neste sistema, deve-se dar especial atenção às plantas aquáticas. Recomenda-se que durante o período de ação dos herbicidas a água de irrigação deve permanecer estagnada (sem retirada da área), proporcionando vantagens ao meio ambiente.

A relação dos herbicidas recomendados, formulação, concentração, dose e época de aplicação constam na publicação "Arroz Irrigado: Recomendações Técnicas da Pesquisa para o Sul do Brasil (2007)".

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