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ÁRVORE DO CONHECIMENTO Arroz      Equipe editorial Ajuda

Cultivar

Autor(es): Adriano Pereira de Castro ; Jaime Roberto da Fonseca ; Orlando Peixoto de Morais

As características agronômicas e fenológicas das cultivares de arroz de sequeiro  constam na Tabela 1 em Arroz de Sequeiro, em Cultivares, na Pré-produção.

As cultivares de arroz de terras altas indicadas para cada Estado, registradas no Serviço Nacional de Proteção de Cultivares (SNPC) e habilitadas para cultivo sob cobertura do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) em 2008/09, ou seja, as incluídas nas portarias de divulgação das re-edições anuais do Zoneamento Agrícola, são relacionadas a seguir.

Cultivares de arroz de terras altas indicadas por Estado.
Estado   Cultivares
AM
 

CIRAD 141, BEST 2000

BA 

AN Cambará, BRS Primavera, Caiapó, CIRAD 141, Carajás

CE 

CIRAD 141, BEST 2000

DF 

AN Cambará, CIRAD 141, Carajás, BRSMG Aimoré, BRS Primavera, Maravilha1

ES AN Cambará, CIRAD 141

GO AN Cambará, BRS Aroma, BRS Bonança, BRS Monarca, BRS Pepita, BRS Primavera, BRS Talento, BRS Sertaneja, BRS soberana, BRSMG Aimoré, BRSMG Curinga, Carajás, CIRAD 141, Maravilha1


MA 

AN Cambará, BEST 2000, BRS Aroma, BRS Bonança, BRS Monarca, BRS Pepita, BRS Primavera, BRS Sertaneja, BRSMG Aimoré, BRSMG Curinga, Caiapó, Carajás, CIRAD 141, BRS Talento

MG 

AN Cambará, Caiapó, CIRAD 141, BRS Pepita, BRS Primavera, BRS Talento, BRS Sertaneja, BRSMG Aimoré, BRSMG Caravera, BRSMG Conai, BRSMG Curinga, BRSMG Relâmpago

MS AN Cambará, Carajás, BEST 2000, BRS Primavera, BRSMG Curinga, CIRAD 141, Maravilha1

MT 

AN Cambará, NA Ipê, AN Jatobá, BEST 2000,  BRS Aroma, BRS Bonança, BRS Monarca, BRS Pepita, BRS Primavera, BRS Talento, BRS Sertaneja, BRS Soberana, BRSMG Aimoré, BRSMG Curinga, Carajás, CIRAD 141, Maravilha1

PA CIRAD 141, BBRS Apinajé, BRS Bonança2, BRS Monarca, BRS Pepita, BRS Sertaneja, BRSMG Curinga

PB AN Cambará, CIRAD 141

PI AN Cambará, BEST 2000,  BRS Aroma, BRS Bonança, BRS Monarca, BRS Pepita, BRS Primavera, BRS Sertaneja,  BRSMG Aimoré, BRSMG Curinga, Caiapó, Carajás, CIRAD 141, BRS Talento

RO CIRAD 141,  BRS Aroma, BRS Bonança, BRS Monarca, BRS Pepita, BRS Primavera, BRS Talento, BRS Sertaneja, BRS Soberana, BRSMG Curinga, Maravilha1

PR AN Cambará, CIRAD 141
 
RR AN Cambará, BRS Monarca, BRS Pepita, BRS Sertaneja

SP AN Cambará, Caiapó, CIRAD 141, IAC 201, IAC 202
 
TO AN Cambará, ANSB Jatobá, BEST 2000, BRS Bonança, BRS Monarca, BRS Pepita, BRS Primavera, BRS Talento, BRS Sertaneja, BRSMG Aimoré, BRSMG Curinga, Carajás, CIRAD 141, Maravilha1

1Sem suprimento de semente básica por parte da instituição detentora.
2
Não incluída na portaria de pulgação do Zonamento Agrícola do ano 2008/09 para o Estado do Pará, mas registrada para cultivo nesse estado, sendo amplamente utilizada pelos agricultores.


AN Cambará
– É precoce de ampla adaptabilidade, responde bem à tecnologia, arquitetura de planta moderna, porte médio, bom stay-green, apresenta alto rendimento de grãos inteiros, translúcidos, e ficam soltos e macios após a cocção Pode ser plantada em abertura de áreas, renovação de pastagens e terras velhas, em rotação de culturas.

CIRAD 141 - Ciclo médio, rústica de ampla adaptabilidade, com alto potencial produtivo, tolerante à seca, ao acamamento e às doenças. Adapta-se a vários níveis de tecnologia e sistemas de plantio, podendo ser usada em abertura de áreas, renovação de pastagens e terras velhas em rotação de cultura com a soja. Apresenta bom rendimento de grãs inteiros, podendo ser colhida com umidade de 18%. Os grãos precisam de quatro meses de armazenamento () para chegar ao ponto de cocção.

Caiapó - Seu grão, apesar de não ser da classe longo-fino, tem ótima aceitação no mercado, devido ao alto rendimento de inteiros e à boa qualidade culinária.  É recomendada para solos novos ou velhos, com fertilidade média, para evitar acamamento. Deve ser plantada o mais cedo possível, com menor densidade de semeadura e necessita de medidas de controle de brusone, em situações de risco, principalmente nas áreas de cerrados e em regiões de maior altitude.

BEST 2000 – É de ciclo médio e é recomendada para plantio em sequeiro e irrigado. Possui alto potencial produtivo, bom rendimento de grãos inteiros, quando colhida com 22% de umidade. É de porte baixo, com tolerância moderada à brusone e é suscetível ao complexo de marchas-de-grãos. Exige bom nível de fertilidade e manejo adequado da adubação.

BRS Aimoré – É precoce, de grãos longos, com glumelas de cor dourada,de porte baixo e relativamente perfilhadora. Apresenta satisfatória resistência à seca.

BRS Aroma - O arroz cultivado no Brasil apresenta um produto que ao ser cozido é pouco perceptível ao olfato, a não ser pelos condimentos a ele agregados em seu preparo. Entretanto, em outros países, como Índia e Tailândia, muitas variedades apresentam perfumes típicos. Esse aroma natural trata-se de uma característica hereditária e as variedades que o possuem são conhecidas como aromáticas. Essas variedades sintetizam componentes químicos voláteis aromáticos em concentrações maiores que nas variedades comuns e que passam a ser perceptíveis não somente nos grãos cozidos, más também nas próprias plantas no campo No Brasil, o interesse por esse tipo de arroz é ainda muito pequeno, certamente a principal razão seja o total desconhecimento da maioria dos consumidores sobre sua existência.

A BRS Aroma é de ciclo curto, de ampla adaptação, com melhor desempenho na região do Brasil central, onde tem apresentado potencial produtivo similar ao da BRS Primavera. Quanto a reação às doenças, destaca-se seu desempenho frente à brusone, e é mais resistente que a BRS Primavera. Em locais de alta pressão da doença, necessita-se adotar medidas de controle. Em relação às outras doenças, apresenta reação à escaldadura similar à testemunha, mas mais suscetível à mancha-parda e à mancha-de-grãos.

Os grãos são similares à BRS Primavera quanto às qualidades culinárias e industriais, e assim como ela também exigente quanto ao momento ideal de colheita

BRS Bonança – É de ciclo médio, grão intermediário entre médio e longo-fino. Planta de porte baixo, resistente ao acamamento, com ampla adaptação a sistemas de cultivo, inclusive sob pivô central, e manejo de solo.. Seus grãos apresentam dimensões próximas do limite entre duas classes, de forma que 30 a 40% dos grãos podem ser classificados como médios em alguns lotes, o que resulta na classificação “misturado”. Apresenta excelente rendimento de grãs inteiros, mesmo em circunstâncias em colheita tardia. Os grãos têm boa aparência e qualidade culinária satisfatória. É moderadamente suscetível à brusone, e destaca-se pela boa resistência à mancha-parda e mancha-de-grãos. É comum a incidência de escaldadura das folhas, mas o impacto na produtividade é moderado.

BRS Pepita – É precoce e se caracteriza pela alta produtividade, plantas vigorosas e arquitetura de planta intermediária em relação à moderna e à tradicional. Seus grãos são de boa qualidade após a cocção. É de ampla adaptação aos ambientes de cultivo com indicação de plantio para o Centro-Oeste, Norte, Meio-Norte, além de Minas Gerais. Em áreas sujeitas a brusone, não dispensa, contudo, controle químico preventivo.

Apresenta grande vigor inicial, altura mediana e é bastante eficiente nos sistemas de renovação de pastagens e de integração lavoura-pecuária, onde a competição com as forrageiras é intensa. Pode ser também empregada na agricultura familiar, por ter característica de plantas favoráveis à colheita manual. Oferece mais segurança ao agricultor quando comparada à BRS Primavera, devido à maior resistência ao acamamento, menor suscetibilidade à brusone e maior rendimento de grãos inteiros.

BRS Primavera - Indicada para plantio tanto em áreas de abertura como em áreas velhas, pouco ou moderadamente férteis, devido à sua tendência ao acamamento em condições de alta fertilidade. Em solos férteis, os fertilizantes devem ser usados com moderação. Tem apresentado bom comportamento no: sistema barreirão, plantio consorciado com pastagem, plantio direto em área de soja e até em plantio em “safrinha”. Apresenta excelente qualidade culinária; contudo, para que se obtenha maior porcentagem de grãos inteiros no beneficiamento, é necessário que a colheita seja feita com a umidade dos grãos entre 20 e 24%.

BRS Monarca –Adapta-se preferencialmente às regiões favorecidas do centro-norte de Mato Grosso, Rondônia e Pará. É similar à BRS Primavera quanto a produtividade de grãos, média e altura de planta, mas com menor suscetibilidade ao acamamento e à brusone. De maneira geral, possui resistência moderada à mancha-parda, escaldadura da folha e mancha-de-grãos. Uma particularidade é o seu maior vigor das plantas, acompanhado de uma grande área foliar, com folhas longas e parcialmente decumbentes. Com um ótimo fechamento das entre linhas, ocorre sombreamento e inibe o desenvolvimento das plantas daninhas. Deve-se evitar o plantio com espaçamento entre linhas menor que 30 cm para evitar acamamento. É mais suscetível aos estresses hídricos, veranicos, que a BRSMG Curinga e BRS Bonança, com isso deve-se evitar o seu cultivo em áreas menos favorecidas, quanto a distribuição da precipitação pluvial.

Possui qualidade de grãos que atende aos padrões mais exigentes do mercado. Os grãos são da classe longo-fino, com boas propriedades decocção e período de maturação pós-colheita curto. Possui teor de amilose e temperatura de gelatinização intermediários, o que lhe confere as características de maciez, boa soltabilidade e facilidade de cozimento. São translúcidos reduzida ocorrência de centro-branco. Outra característica de grande importância é o seu elevado rendimento de grãos inteiros, cerca de 60% quando colhida com 20 a 22% de umidade.

BRS Talento - É precoce, de porte baixo, perfilhadora, de ampla adaptação, alto potencial produtivo e responsiva ao uso de tecnologia. Pode ser considerada uma opção para plantio em várzeas úmidas, mas tem, em sua base genética, uma forte contribuição de ancestrais altamente adaptados às condições de terras altas. De grãos translúcidos e boa qualidade de panela, pode ser disponibilizada para o consumo logo após a colheita.

Tem se mostrado resistente à escaldadura e à mancha-de-grãos, mas em relação à brusone, se comporta como moderadamente resistente. Em locais de alta pressão da doença, necessita-se, portanto, adotar as medidas de controle.

BRS Sertaneja - De ciclo curto– e se caracteriza por possuir plantas vigorosas, de porte médio, moderadamente perfilhadora e moderadamente resistente ao acamamento. De ampla adaptação, pode ser cultivada em todas as regiões orizícolas do Estado de Mato Grosso. Especialmente em plantios de final de estação, é moderadamente suscetível à brusone do pescoço. Suas panículas são longas, com elevado número de grãos. O rendimento de grãos inteiros no beneficiamento é alto e estável, e os grãos beneficiados são translúcidos. Após a cocção, os grãos mostram-se soltos, enxutos e macios, de acordo com as exigências do mercado brasileiro.

BRS Soberana - Como a BRS Primavera é indicada para plantio em solos pouco ou moderadamente férteis, normalmente presente em áreas de abertura, devido à sua tendência ao acamamento em condições de alta fertilidade. Pode também ser cultivada em solos férteis com menores dose de fertilizantes e espaçamentos mais largos, de 30 a 40 cm, para evitar acamamento. É menos resistente à seca que a BRS Primavera e por isso deve ser preferida em áreas de melhor distribuição de chuva, como o centro norte do Mato Grosso. Em condições experimentais tem-se mostrado menos suscetível à brusone e ao acamamento que a BRS Primavera, mas não se deve dispensar atenção em práticas que reduzem os riscos de incidência desses fatores restritivos. Produz grãos com excelente qualidade culinária, todavia exige colheita com umidade dos grãos entre 20 a 24%, para que se tenha uma maior porcentagem de grãos inteiros no beneficiamento.

BRSMG Caravera – Apresenta porte intermediário, bom perfilhamento produtividade elevada, sem acamamento. É moderadamente suscetível à brusone, o que exige cuidados especiais de controle em áreas endêmicas. Caracteriza-se pela excelente qualidade de grãos, alto rendimento industrial e de alta translucidez, com excelente cocção, até mesmo logo após a colheita.

BRSMG Conai – É precoce, planta baixa, moderadamente perfilhadora, produtiva e apresenta os grãos com casca dourada e glabra e, após o beneficiamento, baixa intensidade de manchas-brancas, alto rendimento industrial, boa qualidade após o cozimento, quando se mostram soltos, enxutos e macios.

BRSMG Curinga - É precoce, planta baixa, ereta e muito perfilhadora.  Apresenta ampla adaptação, com alto potencial produtivo, tanto em áreas de terras altas como de várzeas úmidas. Resultados preliminares indicam que  pode ser mais resistente a veranicos que outras cultivares. Em plantio tardio, no mês de dezembro, recomenda-se o uso preventivo de fungicidas contra a brusone do pescoço. Apresenta alto rendimento de grãos inteiros, boa qualidade de cocção, porém com certa incidência de manchas-brancas, o que lhe confere uma menor translucidez.

BRSMG Relâmpago – Oriunda do mesmo cruzamento de origem da BRSMG Caravera, mas apresentam plantas um pouco mais altas. É precoce  e moderadamente resistente às doenças foliares e de panículas, inclusive à brusone. Produtiva e alto rendimento de grãos inteiros quando colhidos com 20 a 23% de umidade, translúcidos e, após a cocção, apresentam- se  soltos, macios e enxutos.

Carajás - De ciclo curto, é indicada para áreas de fertilidade média ou alta, apresenta bom potencial produtivo e pouco acamamento. Seus grãos são do tipo tradicional, ou seja, da classe longo, o que pode propiciar a um preço inferior ao praticado para as cultivares de grãos longo-finos , nos mercados em que esse padrão é o preferido.

IAC 201 - Foi a primeira cultivar de arroz de terras altas com grãos de classe longo-fino lançada  no  Brasil. É precoce, com arquitetura de planta tradicional, podendo acamar em áreas de fertilidade mais elevada.

IAC 202 – Como a IAC 201, produz grãos de excelente qualidade. Caracteriza-se por apresentar panículas longas com  grande número de espiguetas. É mais resistente ao acamamento que a IAC 201 e pode ser usada também em áreas férteis.

Maravilha - Recomendada para regiões com baixo risco de veranico, ou com disponibilidade de irrigação suplementar por aspersão. Seus grãos apresentam casca lisa, sem aristas e são translúcidos, após o beneficiamento. Seu teor de amilose se aproxima do limite inferior da faixa considerada intermediária e exige um período de repouso maior, de 60 a 90 dias para se apresentar enxuto, solto e macio após a cocção. Por ser resistente ao acamamento e responsiva à fertilidade, é recomendada para cultivo com alta tecnologia, inclusive sob pivô central. Seu crescimento inicial é lento, o que, somado à sua arquitetura de folhas eretas, torna-a pouco competitiva com plantas daninhas.

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