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Setor Florestal

Autor(es): Talita Delgrossi Barros ; Leandro Penedo Manzoni

O Brasil possui grande extensão de terras e clima favorável para a prática econômica do manejo florestal, denominado de silvicultura. Conforme o senso agropecuário de 1995/96, o país possuía 353 milhões de hectares de terras, sendo quase 89 milhões de hectares correspondentes a ocupação de mata nativa, enquanto um pouco mais de 5 milhões eram destinados às florestas plantadas. No entanto, em 2009, o reflorestamento a partir do eucalipto e do pinus é de 6,3 milhões de hectares, conforme o Anuário Estatístico da Abraf 2010 (Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas). O reflorestamento de eucalipto e de pinus abrange um amplo espaço do território nacional. Minas Gerais e São Paulo são os estados brasileiros com maior participação no setor de florestas plantadas de eucalipto, com 41,8% do total.

O reflorestamento e o seu manejo a partir da silvicultura se inserem dentro do setor florestal, cujo produto é utilizado como matéria-prima em outros setores da economia. No setor energético, utiliza-se a lenha proveniente do reflorestamento para ser queimada em carvoarias para produção de carvão vegetal. No denominado setor madeira industrial, a madeira é utilizada para obtenção de celulose, matéria-prima à produção de papel, além de ser fonte primária para produção de painéis e partículas, que vão abastecer a indústria moveleira, a qual também é abastecida por laminados e por serrados cuja produção corresponde a outro setor da indústria madeireira. Também é responsável pelo fornecimento de produtos florestais não madeireiros para o consumo humano (alimentos e medicamentos, por exemplo) e para a transformação da madeira em farelos e forragem.


O setor florestal tem relevância ambiental, econômica e social, além de contribuir para o desenvolvimento brasileiro, conforme alguns especialistas apontam. O setor contribui com: 5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro; e 8% das exportações, apresentando o terceiro melhor superávit comercial em 1999, mesmo sendo o setor que ficou em quarto lugar entre os que mais importaram. Em 2009, foram exportados US$ 81,9 milhões, e importados US$ 50,5 milhões. Além de gerar 3,9 milhões de empregos, sendo 535 mil diretos, 1,26 milhões indiretos e 2,16 milhões gerados pelo chamado efeito-renda (emprego criado pela
ação direta e indireta do nível de renda gerado), contribui com R$ 8,15 bilhões em impostos para o setor público brasileiro (0,75% do total).


O investimento na silvicultura necessita de grande volume de recursos monetários e seu retorno é de longo prazo. Por exemplo, o reflorestamento a partir do eucalipto imobiliza o capital por duas décadas, o tempo necessário para a realização de três cortes na árvore de eucalipto para a produção de madeira. Por isso, a silvicultura apresenta um alto custo econômico para sua manutenção.

Ademais, o setor sofre com uma tributação excessiva sobre a produção, o que encarece ainda mais o investimento, além de sofrer com entraves burocráticos. No entanto, a silvicultura proporciona muitos benefícios, apresentando resultantes benéficas à sociedade como a manutenção da biodiversidade e a disponibilidade de bens públicos. 

 

Expansão

A partir de 1967, o governo federal estabeleceu um programa de incentivos fiscais para promover, incentivar e expandir a silvicultura no país, a partir do plantio de eucalipto, espécie vegetal escolhida devido a sua alta produtividade, facilidade de adaptação e rápido crescimento, cujo ciclo é de 5 a 8 anos para fins industriais. Atualmente, as concessões fiscais são reduzidas, mas o estabelecimento do setor no país trouxe mudanças na estrutura social e econômica, principalmente na questão fundiária. Inicialmente, houve ganhos relevantes nos aspectos socioeconômicos nos locais onde foram instalados, aumentando a arrecadação de impostos – principalmente os municipais -, construindo e mantendo estradas de rodagem para o escoamento da produção, além de promover uma melhora nas telecomunicações da região. 

Porém, houve perdas na questão ambiental e em algumas variáveis econômicas, mesmo com o aumento da produtividade no setor. O uso do eucalipto como a planta do reflorestamento provocou danos à hidrologia local, levando ambientalistas a condenarem o desenvolvimento do setor. A partir de 1994, após a pressão de ambientalistas, iniciou-se a mudança na prática da silvicultura de eucalipto, diminuindo os danos causados ao solo, aproveitando o conhecimento tecnológico brasileiro para a exploração florestal, o qual é um dos melhores do mundo. 
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