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| Importações e Exportações Brasileiras
Autor(es): Rosângela Zoccal ; Aloísio Teixeira Gomes |
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O Brasil é um tradicional importador de produtos lácteos. Em média importou cerca de 10% da produção nacional nos últimos anos. A partir de 1999 observa-se uma tendência de redução nos gastos com importações e simultaneamente uma evolução nas exportações, conforme pode ser observado na Tabela 1. Considerando a falta de tradição do País neste mercado, estes dados apontam um novo caminho que pode revolucionar o setor produtivo nacional. Tabela 1. Produção, Exportações e Importações de Leite e Derivados pelo Brasil, 1997/2002.
Fonte: MDIC Alice Web As importações de leite e derivados em 2002 atingiram 215 toneladas (equivalente a 1,4 bilhão de litros de leite), representando um crescimento de 52,5% em relação a 2001. Para esse ano de 2003, estima-se que as importações não ultrapassem o equivalente a um bilhão de litros de leite. Os países que mais exportaram produtos lácteos para o Brasil foram Argentina, Uruguai, Nova Zelândia e Estados Unidos. As exportações brasileiras de produtos lácteos têm avançado muito nos últimos anos. O volume em 2002 foi de 40,124 mil toneladas, acréscimo de 108%, quando comparado a 2001 (Tabela 1). O destino dos produtos brasileiros foram principalmente para Angola, Trinidad e Tobago, Filipinas, Argélia e Argentina. Buscando identificar maiores oportunidades comerciais no mercado mundial, representantes do setor lácteo do Brasil, Argentina, Austrália, Chile, Nova Zelândia e Uruguai fundaram no dia 3 de outubro de 2002 a Aliança Láctea Global . As ações da aliança visam criar uma estratégia conjunta para remover as bases do comércio de lácteos que atualmente proporcionam a manutenção de uma indústria ineficiente em países da União Européia e dos Estados Unidos e Japão. A redução das distorções de mercado permitirão um aumento das exportações de países, como o Brasil, que não subsidiam a produção. As exportações criam oportunidade para a expansão das economias de escala em nível de fazenda e fábrica, além de alinhar melhor a oferta às oscilações sazonais ou induzidas economicamente na demanda doméstica, favorecendo a estabilização dos preços praticados.
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