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Controle Reprodutivo

Autor(es):  Ademir de Moraes Ferreira Wanderley Ferreira de Sá João Herinque Moreira Viana Luiz Sérgio Almeida Camargo

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São poucas as propriedades leiteiras em que se efetua a identificação dos animais e uma adequada anotação (escrituração zootécnica). Apenas cerca de 5% dos produtores que utilizam a inseminação artificial (IA) fazem controle leiteiro (Ferreira, 2001). Por ser a Inseminação artificial (IA) uma excelente ferramenta de melhoramento genético e o controle leiteiro o principal parâmetro para avaliação e seleção genética dos animais, é injustificável um índice tão baixo. A data de parto é anotada por menos de 3% dos produtores. Com isso, há impossibilidade de se calcular o intervalo de partos, bem como a produção de leite por dia de intervalo de partos.

Com relação às anotações de campo, existe um mínimo necessário de informações a se coletar, independentemente do sistema de controle (fichas individuais e/ou coletivas ou sistemas informatizados). As anotações mais importantes encontram-se na Tabela 1.

Tabela 1. Anotações mínimas necessárias para um programa de controle reprodutivo.

Ocorrência

O que anotar

parto

Nome e número da vaca, data, condição do parto, sexo da cria.

estro (cio)

Data, nome e número da vaca.

cobrição ou ia

Nome e número da vaca, data, nome e número do touro ou identificação do sêmen.

abortos

Data, nome e número da vaca.

outras ocorrências

Infecções uterinas, cistos, retenção de placenta…

tratamentos

Nome e número da vaca, data e tratamentos efetuados.

O controle reprodutivo é indispensável para a implantação de um manejo racional do rebanho leiteiro e avaliação de sua eficiência.

Existem modelos de fichas individuais ou coletivas para se fazer esse controle. O uso de fichas coletivas permite melhor e mais rápida visão do que vem ocorrendo no rebanho.

Sugerem-se dois modelos de fichas coletivas para controle reprodutivo, que poderão ser utilizadas de acordo com o grau de entendimento e assimilação do produtor: a ficha mais simples é indicada para produtores que queiram anotar apenas a data de parição (modelo 1).

Modelo 1 - Ficha de controle reprodutivo simples

Controle Reprodutivo

Fazenda:                                                               Município:

Animal

Data de Partos

                   
                   
                   
                   
                   
                   
                   
                   

Essa anotação é importante porque permite o cálculo do intervalo de partos essencial para se avaliar a eficiência reprodutiva. A ficha mais completa (modelo 2) é indicada para produtores que queiram maiores informações sobre o rebanho, e com isso um melhor acompanhamento e uma mais rápida identificação dos problemas existentes.

Modelo 2- Ficha de controle reprodutivo completa

Controle Reprodutivo

Vaca

Jul.

Ago.

Set.

Out.

Nov.

Dez.

Jan.

Fev.

Mar.

Bela

12

   

10

/

F

 

10

¡

30

+

Rei

30

+

Rei

l -

Rei

                   
                       

Benta

18

 

5

/

M

 

16

l -

Rei

                           
                             

Carina

23

                 

17

/

M

               
                 

Cocada

29

   

18

l

 

 

20

+

Jota

10

l

Jota

             

 

l

       
                 

 

Dama

34

                   

10

/

F

   

20

+

Jota

       
                           

Espada

41

5

/

M

 

2

+

Rei

20

+

Rei

10

+

Rei

 

1

+

Rei

20

l

Rei

                   
                   

Flecha

43

   

8

/

M

                   

16

+

       
   

Legenda: 
  ¡
(Vazio);
       + (Diagnóstico de gestação positiva); 
  l
(Gestante);
       / (Parto);
  l
(Aborto);
       M (macho);
       F (Fêmea).

Maior êxito na atividade leiteira pode ser obtido por meio de uma assistência técnica especializada, pelo maior proveito das anotações zootécnicas.

Anotar o nome e/ou número das fêmeas é importante para se saber a qual animal corresponde determinada ocorrência anotada.

Anotar a data do cio, mesmo que o animal não seja acasalado ou inseminado, é importante para se observar a ocorrência, a freqüência e o intervalo entre os mesmos.

Anotar a data da monta ou da inseminação artificial é importante para identificação das vacas com problemas de repetição de serviços, e daquelas supostamente gestantes que não retornarem ao cio até 24 dias após a última monta ou inseminação artificial.

Anotar o nome e/ou número do reprodutor utilizado é importante para se avaliar a fertilidade do touro ou do sêmen.

Conferir a prenhez é importante para se anotar a data do parto previsto, indispensável para se programar a secagem do animal para 60 dias antes do parto previsto. A duração da gestação em bovinos é estimada em 280 dias (nove meses e 10 dias). O método mais prático e econômico para diagnóstico de prenhez é pelo exame ginecológico, por palpação retal a ser efetuado por um médico veterinário, 60 dias após a monta ou inseminação artificial.

Anotar a data de parição é importante para se calcular o intervalo de partos. O sexo do bezerro (M-F) e as condições do parto também devem ser anotados.

Outras ocorrências, como retenção de placenta, aborto, infecções uterinas, saída ou exteriorização do útero  (prolaspo uterino), tratamentos efetuados, devem ser anotados.

A eficiência reprodutiva do rebanho pode ser avaliada com base em alguns índices:

Þ Intervalo de partos

Þ Intervalo de parto ao primeiro cio

Þ Intervalo de parto à concepção (período serviço

Þ Taxa de natalidade

 

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