Link para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Link para o Portal do Governo Brasileiro

 

Irrigação por aspersão

Autor(es):  Pedro Marques da Silveira Luís Fernando Stone

  Buscar  

 

   Busca Avançada

A aspersão, nos seus diferentes sistemas, como o convencional, autopropelido e principalmente o pivô central, compreende o maior percentual da área irrigada de feijoeiro em terras altas na região dos Cerrados. Esse método tem a preferência de empresários agrícolas e produtores que utilizam bons níveis de tecnologia, embora sua implantação implique custos iniciais elevados.

Aspersão Convencional
Foto: Lauro Pereira da Mota
Embrapa Arroz e Feijão

O método de aspersão é composto, normalmente, por um conjunto motobomba, tubulações, aspersores e acessórios.
O sistema de aspersão convencional é considerado o sistema básico de irrigação por aspersão, do qual derivaram todos os demais. São classificados em portáteis, semiportáteis e fixos, dependendo do grau de movimentação em campo. Os monômetros (medidores de pressão) são indispensáveis para o bom funcionamento do sistema. São empregados para irrigação de pequenas áreas.

Um sistema de aspersão convencional recentemente empregado no Brasil é o sistema de aspersão em malha.Esse sistema é fixo, com tubulações enterradas. Um único aspersor se movimenta na linha lateral, de diâmetro reduzido, exigindo assim conjunto motobomba de baixa potência.
O sistema autopropelido é movimentado por energia hidraúlicapossui um aspersor do tipo canhão, montado em uma plataforma, e uma mangueira de alta pressão de até 500 metros. É empregado em áreas irrigadas de tamanho médio.

O sistema pivô central é um sistema de movimentação circular, movido a energia elétrica. Possui uma linha lateral de aspersores suspensa por torres dotadas de rodas. As torres se movimentam independentemente por possuírem motores individuais. Irriga áreas de até 200 hectares.

O aspersão é um método que possibilita o bom controle da lâmina água aplicada. De modo geral, a eficiência do método é ao redor de 70%, podendo alcançar 90% em alguns sistemas ou até 50% em condições severas de clima. O vento, a umidade relativa do ar e a temperatura são os principais fatores climáticos que afetam o uso da irrigação por aspersão. O vento afeta a uniformidade de distribuição dos aspersores e, juntamente com a temperatura e a umidade relativa do ar, afetam a perda de água por evaporação. O método apresenta as seguintes vantagens:
a) por não exigir a sistematização do solo, é o método que mais se adequa a terrenos com declividades mais acentuadas e superfícies menos uniformes;
b) pode ser utilizado em solos arenosos, de alta capacidade de infiltração e baixa capacidade de retenção de água, por permitir irrigações freqüentes e com menor quantidade de água;
c) a distribuição de água é em geral mais uniforme;
d) interfere pouco com as práticas agrícolas. Em alguns sistemas, os acessórios facilitam a rápida desmontagem do equipamento;
e) a eficiência de condução é alta, pois os condutos fechados evitam perdas de água por infiltração, escorrimento e evaporação;
f) a ausência de canais e sulcos deixa maior área disponível para a cultura;
g) permite maior economia de mão-de-obra, quando os sistema são permanentes ou mecanizados;
h) possibilita a irrigação durante o período noturno, aumentando o tempo de irrigação e de utilização do equipamento;
i) permite a aplicação de produtos químicos, via água de irrigação;
j) por proporcionar grande oxigenação na água, pode permitir o uso de certas águas residuais; e
k) pode ser aplicado para reduzir a temperatura do ar e na proteção contra geadas. A proteção se consegue com o calor liberado pelo congelamento da água.

Como desvantagens da aspersão, citam-se:
a) não é recomendada para locais de ventos fortes e constantes, pois o vento afeta a uniformidade de distribuição de água pelos aspersores. Em regiões de baixa umidade relativa do ar e de temperaturas elevadas, a perda de água por evaporação pode atingir valores altos;
b) pode favorecer a incidência de doenças nas plantas, por molhar as folhas e aumentar a umidade relativa do ar. Quando o macroclima é favorável a doenças, o microclima resultante da irrigação tem menor importância;
c) por lavar a parte aérea das plantas, pode interferir com alguns tratos culturais;
d) o impacto mecânico das gotas, quando os sistemas estão trabalhando abaixo da pressão de serviço recomendada, pode causar prejuízos à fixação de botões florais ou mesmo de frutos novos;
e) ainda que seja um bom método no controle da salinidade, não deve ser usada água salina para irrigação, por reduzir a vida útil do equipamento;
f) envolve alto investimento inicial;
g) o traslado de tubulações portáteis e acessórios dos sistemas convencionais é uma operação desagradável e trabalhosa; e
h) altas taxas de aplicação de água podem provocar compactação e erosão do solo.

Os aspersores constituem-se nas peças principais de um sistema de aspersão. Têm a finalidade de pulverizar o jato de água, proporcionando a aplicação da irrigação na forma de chuva. Os aspersores podem ser estacionários ou rotativos. Quando rotativos, podem se apresentar com giro completo (360º) ou do tipo setorial, permitindo uma regulagem da amplitude de giro. O ângulo mais comum de inclinação do jato com a horizontal é o de 30º; contudo, o ângulo de 20-22º é o que melhor se adapta a condições de vento forte. No sistema pivô central têm-se utilizado difusores estacionários, em que o jato de água é finamente pulverizado pelo choque com anteparo cheio de ranhuras.


Informações Complementares:

Adicionar à Pasta Irrigação do feijoeiro Para a cultura do feijoeiro, a irrigação por aspersão, nos sistemas convencional, autopropelido e pivô central, têm sido o método mais utilizado. Em menor escala também tem sido utilizadas a irrigação por sulcos e a subirrigação em solos de várzeas. Mais Detalhes
  Hiperbólica
 

Pasta de documentos
Adicionar
Visualizar

  Informes
Cotações Unifeijão
Cotações Correpar
Agritempo
Topo | Página Inicial | Voltar
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa
Todos os direitos reservados, conforme Lei n° 9.610.
Política de Privacidade. sac@embrapa.br
2005-2007
Embrapa
Parque Estação Biológica - PqEB s/n°.
Brasília, DF - Brasil - CEP 70770-901
Fone: (61) 3448-4433 - Fax: (61) 3347-1041