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Interferências do Homem no bioma Cerrado

Autor(es):  Marina de Fátima Vilela

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INTERFERÊNCIAS HUMANAS NO BIOMA CERRADO

 

Atividade Agrícola no Cerrado bahiano.

Foto: Marina de Fátima Vilela

 

O bioma Cerrado serviu como local de assentamento de povos primitivos, datados de 15.000 anos ou mais. No século XVII iniciou-se um lento processo de ocupação movido pelo interesse por ouro e por pedras preciosas, surgiram pequenos povoados da região de Cuiabá ao Triângulo Mineiro e nos estados do Tocantins e Maranhão.

Entretanto a ocupação acelerada e desordenada do bioma Cerrado teve início com a construção de Brasília e a adoção de uma política de expansão agrícola baseada num modelo de exploração fundamentalmente extrativista e, por vezes, predatório. A intensa ocupação por populações e atividades, até então inexistentes, vem transformando as paisagens do bioma e os modos de vida das populações tradicionais, causando impactos ambientais e sociais imensuráveis.

Um exemplo dos impactos refere-se às populações tradicionais, os indígenas, quilombolas, geraizeiros, vazanteiros, sertanejos e ribeirinhos, forçados a migrações constantes e atualmente confinados às Terras Indígenas ou áreas marginais, adaptando seus modos de vida a disponibilidade de recursos e aos conflitos locais.

Depois da Mata Atlântica, o Cerrado é o ecossistema brasileiro que mais sofreu com a ocupação humana. O desmatamento para a retirada de madeira e a produção de carvão foram as atividades que antecederam e viabilizaram a ocupação agropecuária no bioma, e que persistem até os dias de hoje. Estima-se que atualmente cerca de 37% da área do Cerrado já perderam sua vegetação natural.

Um relatório da organização não governamental (ONG) Conservação Internacional estima que 2,2 milhões de hectares de vegetação nativa do bioma Cerrado são perdidos anualmente e que se mantidas as tendências de ocupação e de perda da vegetação, o Cerrado será totalmente destruído em 2030.

A destruição do bioma Cerrado está causando a perda de variedades selvagens de cultivares que contêm variabilidade genética vital à seleção de características desejáveis. O cerrado é o centro de diversidade da mandioca, entretanto, estudos demonstraram que das 41 localidades onde foram identificados áreas de grande diversidade da espécie, no final dos anos 70, apenas uma permanece preservada.

As principais ameaças à biodiversidade do cerrado são a monocultura intensiva de grãos e a pecuária extensiva de baixa tecnologia que destrói o ecossistema nativo, degradam os solos e dispersam espécies exóticas como as gramíneas africanas, que hoje são encontradas tanto em áreas perturbadas e plantações abandonadas como em reservas naturais do Cerrado.

A fragmentação da vegetação do Cerrado impede o fluxo de material genético (fluxo gênico) e a movimentação do conjunto de seres vivos amimais e vegetais (biota), além de favorecer a invasão e a dispersão de espécies exóticas. A maioria das Unidades de Conservação constitui um fragmento isolado por atividades agrícolas ou pela expansão urbana, com uma fauna habitante sujeita a atropelamentos, mudança de hábitos, dieta e contaminação por agrotóxicos.

Recorte de imagem do satélite Landsat demonstrando os efeitos da interferência humana no entorno da Estação Ecológica de Águas Emendadas.

Foto: Marina de Fátima Vilela

Recorte de imagem do satélite Landsat demonstrando os efeitos da atividade agrícola no estado de Goiás.

Foto: Marina de Fátima Vilela

Recorte de imagem do satélite Landsat demonstrando as interferências humanas no entorno do Parque Nacional de Brasília.

Foto: Marina de Fátima Vilela

Imagem do satélite Landsat demonstrando a interferência humana no entorno do Parque Nacional das Emas

Foto: Marina de Fátima Vilela

Leito Seco de Rio na divisa do Estados de Goiás e Tocantins.

Foto: Marina de Fátima Vilela

 

Vereda represada no estado de Goiás.

Foto: Marina de Fátima Vilela

Ema em cultura de soja nas proximidades do Parque Nacional das Emas

Foto: Maraina de Fátima Vilela

Anta atropelada nos limites do Parque Nacional das Emas

Foto: Fabiana de Góis Aquino

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