Link para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Link para o Portal do Governo Brasileiro

 

Cerrado Sentido Restrito

Autor(es):  José Felipe Ribeiro Bruno Machado Teles Walter

  Buscar  

 

   Busca Avançada

 

VEGETAÇÃO SAVÂNICA

 

CERRADO SENTIDO RESTRITO

Vista geral do tipo de vegetação savânica Cerrado sentido restrito

Foto: José Felipe Ribeiro

Principais Características

O Cerrado sentido restrito caracteriza-se pela presença de árvores baixas, inclinadas, tortuosas, com ramificações irregulares e retorcidas, e geralmente com evidências de queimadas. Os arbustos e subarbustos encontram-se espalhados, com algumas espécies apresentando órgãos subterrâneos perenes (xilopódios), que permitem a rebrota após queima ou corte. Na época chuvosa as camadas subarbustiva e herbácea tornam-se exuberantes, devido ao seu rápido crescimento.

Os troncos das plantas lenhosas em geral possuem cascas com cortiça espessa, fendida ou sulcada, e as gemas apicais (responsáveis pelo crescimento dos vegetais) de muitas espécies são protegidas por densa quantidade de pelos. As folhas em geral são rígidas e com consistência de couro. Esses caracteres indicam adaptação a condições de seca (xeromorfismo). Todavia é bem relatado na literatura que as árvores não sofrem restrição de água durante a estação seca, pelo menos aquelas espécies que possuem raízes profundas.

Espécies mais freqüentes

As espécies arbóreas mais freqüentes, dentre outras, são: Acosmium dasycarpum (amargosinha), Annona coriacea (araticum, cabeça-de-negro), Aspidosperma tomentosum (peroba-do-campo), Astronium fraxinifolium (gonçalo-alves), Brosimum gaudichaudii (mama-cadela), Bowdichia virgilioides (sucupira-preta), Byrsonima coccolobifolia (murici), B. crassa (murici), B. verbascifolia (murici), Caryocar brasiliense (pequi), Casearia sylvestris (guaçatonga), Connarus suberosus (bico-de-papagaio, galinha-choca), Curatella americana (lixeira), Davilla elliptica (lixeirinha), Dimorphandra mollis (faveiro), Diospyros hispida (olho-de-boi, marmelada-brava), Eriotheca gracilipes (paineira-do-cerrado), Erythroxylum suberosum (mercúrio-do-campo), Hancornia speciosa (mangaba), Himatanthus obovatus (pau-de-leite), Hymenaea stigonocarpa (jatobá-do-cerrado), Kielmeyera coriacea (pau-santo), Lafoensia pacari (pacari), Machaerium acutifolium (jacarandá), Ouratea hexasperma (cabeça-de-negro), Pouteria ramiflora (curriola), Plathymenia reticulata (vinhático), Qualea grandiflora (pau-terra-grande), Q. multiflora (pau-terra-liso), Q. parviflora (pau-terra-roxo), Roupala montana (carne-de-vaca), Salvertia convallariaeodora (colher-de-vaqueiro, bate-caixa), Sclerolobium aureum (carvoeiro), Tabebuia aurea (caraíba, ipê-amarelo), T. ochracea (ipê-amarelo), Tocoyena formosa (jenipapo-do-cerrado), Vatairea macrocarpa (amargosa, angelim) e Xylopia aromatica (pindaíba).

Outras espécies arbóreas também freqüentes são: Agonandra brasiliensis (pau-marfim), Alibertia edulis (marmelada-de-cachorro), Anacardium occidentale (cajueiro), Andira vermifuga (angelim), Annona crassiflora (araticum, coração-de-boi), Aspidosperma macrocarpon (peroba-do-campo), Copaifera langsdorffii (copaíba), Couepia grandiflora (pé-de-galinha), Dalbergia miscolobium (jacarandá-do-cerrado), Emmotum nitens (sobre), Enterolobium gummiferum (=E. ellipticum - vinhático-cascudo), Eugenia dysenterica (cagaita), Luehea paniculata (açoita-cavalo), Magonia pubescens (tinguí), Matayba guianensis (camboatá-branco), Miconia albicans (quaresma-branca), Neea theifera (capa-rosa), Piptocarpha rotundifolia (coração-de-negro), Pseudobombax longiflorum (imbiruçu), Rourea induta (botica-inteira), Salacia crassifolia (bacupari), Schefflera macrocarpa (mandiocão-do-cerrado), Simarouba versicolor (mata-cachorro, mata-vaqueiro), Strychnos pseudoquina (quina-do-campo), Stryphnodendron obovatum (barbatimão), Terminalia argentea (capitão-do-campo), Vochysia rufa (pau-doce) e Zeyheria montana (bolsa-de-pastor).

Espécies arbustivas e subarbustivas também freqüentes são: Anacardium humile (cajuí, cajuzinho-do-cerrado), Annona monticola (araticum), A. tomentosa (araticunzinho), Byrsonima basiloba (murici-de-ema), Campomanesia pubescens (gabiroba), Cissampelos ovalifolia (malva, abutua-do-campo), Cissus spp., Cochlospermum regium (algodão-do-campo), Diplusodon spp., Duguetia furfuracea (pinha-do-campo), Eremanthus glomerulatus (coração-de-negro), Erythroxylum tortuosum (mercúrio-do-campo), Esenbeckia pumila (guarantã), Jararanda decurrens (carobinha), Kielmeyera rubriflora (pau-santo), Manihot spp., Maprounea guianensis (cascudinho), Palicourea rigida (bate-caixa), Parinari obtusifolia (fruto-de-ema), Protium ovatum (breu-do-cerrado), Sabicea brasiliensis (sangue-de-cristo) e Vellozia squamata (canela-de-ema). Das gramíneas menciona-se Axonopus barbigerus, Echinolaena inflexa (capim-flexinha), Loudetiopsis chrysotrix, Mesosetum loliiforme, Paspalum spp., Schizachirium tenerum e Trachypogon spp; além de algumas espécies de orquídeas e bromélias terrestres dos gêneros Cyrtopodium e Habenaria, Bromelia e Dyckia. Palmeiras também têm importância no Cerrado sentido restrito, como é o caso de Allagoptera campestris (licuri), A. leucocalyx (licuri), Butia archeri (butiá), Syagrus comosa (catolé), S. flexuosa (coco-do-campo, coco-babão) e S. petraea (coco-de-vassoura, licuri), para um trecho estudado no Distrito Federal.

Vale destacar que muitas dessas espécies também ocorrem em outras formações vegetais, tanto em savanas quanto nas florestas.

 

 

CERRADO SENTIDO RESTRITO

 

SUBDIVISÕES

Devido à complexidade dos fatores condicionantes (clima, fertilidade do solo, quantidade de chuvas, etc.) originam-se subdivisões fisionômicas do Cerrado sentido restrito, sendo as principais o Cerrado Denso, o Cerrado Típico, o Cerrado Ralo e o Cerrado Rupestre. As três primeiras refletem variações na forma dos agrupamentos e no espaçamento entre as árvores. A gradação da densidade das árvores é decrescente do Cerrado Denso ao Cerrado Ralo. A composição da flora inclui as espécies listadas acima. Já o Cerrado Rupestre diferencia-se dos demais subtipos por ocorrer, preferencialmente, em solos rasos com a presença de afloramentos de rocha, e por apresentar algumas espécies indicadoras, adaptadas a esse ambiente.

Cerrado Denso
  Descreve as principais características da fitofisionomia savânica Cerrado Denso
Cerrado Típico
  Descreve as principais características da fitofisionomia savânica Cerrado Típico
Cerrado Ralo
  Descre as principais características da fitofisionomia Cerrado Ralo
Cerrado Rupestre
  Descreve as principais características da fitofisionomia Cerrado Repestre

Informações Complementares:

Adicionar à Pasta Fitossociologia de um fragmento de cerrado sensu stricto na APA do Paranoá, DF, Brasil Este estudo foi conduzido no Distrito Federal, no Centro Olímpico da Universidade de Brasília. O local é um dos poucos remanescentes de vegetação natural no perímetro urbano de Brasília. O objetivo do trabalho foi estudar a composição florística e a fitossociologia do cerrado sensu stricto, visando obter subsídios para um plano de conservação da área. Foram alocadas aleatoriamente dez p Mais Detalhes

Adicionar à Pasta Estudo fitossociológico em área de cerrado sensu stricto na Estação de Pesquisa e Desenvolvimento Ambiental Galheiro - Perdizes, MG This work aimed to survey the shrub-arboreal vegetation in an area of cerrado stricto sensu . The point centered quarter me thod was applied in 60 points, spaced at intervals of 10 m, along two transects. In each point were taken data for stem circumference (minimum of 10 cm) at 30 cm and 150 cm above the soil surface. In total, 47 woody species were sampled and distributed in 24 familie Mais Detalhes
  Hiperbólica
 

Pasta de documentos
Adicionar
Visualizar

  Informes
Embrapa Cerrados
Cerrado Brasil
Topo | Página Inicial | Voltar
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa
Todos os direitos reservados, conforme Lei n° 9.610.
Embrapa
Parque Estação Biológica - PqEB s/n°.
Brasília, DF - Brasil - CEP 70770-901
Fone: (61) 3448-4433 - Fax: (61) 3347-1041